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O ex-médico Roger Abdelmassih quando preso em Assunção, capital do Paraguai (Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai)

O ex-médico Roger Abdelmassih quando preso em Assunção, capital do Paraguai (Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai)

A Justiça de São Paulo suspendeu ontem (12) a prisão domiciliar de Roger Abdelmassih devido à suspeita de fraude nas declarações das condições de sua saúde que embasaram o pedido para que ele cumprisse a pena em casa. Policiais civis da Divisão de Captura prenderam o acusado às 16h de hoje (13), na região do Jardins, na capital paulista, em cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça.

Segundo decisão da juíza Andréa Brandão, denúncias apontaram indícios de que “o sentenciado fez uso de seus conhecimentos médicos para ingerir medicações que levara, a complicações e descompensações intencionais a fim de alterar a conclusão da perícia judicial”.

Diante disso, a juíza decidiu que o ex-médico “permaneça em ambiente controlado, recebendo seu arsenal terapêutico de forma regular e sob supervisão médica, até a realização da nova perícia judicial”.

Pelo mandado de prisão, ele deverá ficar pelo menos 30 dias preso no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário paulista até a realização da perícia judicial. Abdelmassih cumpria prisão domiciliar desde 2017.

Relembre o caso

Roger Abdelmassih, especialista em repródução humana, teve o registro cassado em 2009. O ex-médico foi condenado, em 2010, a 278 anos de prisão por 56 estupros cometidos contra as próprias pacientes, entre 1995 e 2008. Conseguiu habeas corpus concedido pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Quando o benefício foi cassado pelo próprio STF, em fevereiro de 2011, Abdelmassih estava foragido. O nome dele constava na lista dos mais procurados pela polícia internacional (Interpol). Em 2014, Roger Abdelmassih foi preso no Paraguai. No mesmo ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu para 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 de suas pacientes. Depois de capturado, o ex-médico passou a cumprir pena no Presídio de Tremembé, em São Paulo.

Em 2017, a Justiça de Taubaté concedeu a prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

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