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Marcos Cintra foi exonerado do cargo de secretário da Receita Federal depois da reação negativa do Congresso a proposta de criação de alíquota. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Marcos Cintra foi exonerado do cargo de secretário da Receita Federal depois da reação negativa do Congresso a proposta de criação de alíquota. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta quarta-feira (11) nas redes sociais que a criação de um novo tributo nos moldes da extinta CPMF “derrubou” o economista Marcos Cintra do cargo de secretário da Receita Federal.

Segundo Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, exonerou, “a pedido”, Cintra por “divergências no projeto da reforma tributária”. O presidente afirmou ter determinado que fique fora do projeto para reforma tributária “a recriação da CPMF ou aumento da carga tributária”.

Bolsonaro ainda disse em outra rede social, o Facebook, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária “só deveria ter sido divulgada após o aval do presidente da República e do ministro da Economia”.

O Ministério da Economia confirmou em nota, na tarde desta quarta-feira, que Cintra deixou o governo. No lugar dele, assume interinamente José de Assis Ferraz Neto. O ministério ainda informou que não há projeto de reforma tributária finalizado.

“A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”, diz a nota. Segundo o órgão, a proposta somente será divulgada depois do aval de Guedes e do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo apurou o o jornal O Estado de S. Paulo,  a permanência de Cintra se tornou insustentável diante das reações negativas do Congresso à antecipação da proposta de criação da contribuição sobre pagamentos (CP), com alíquotas de 0,2% e 0,4%, pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo Silva. A alíquota foi antecipada pelo Estado no dia 22 de agosto.

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