Deputados estaduais, vereadores e moradores de Campinas favoráveis à implantação da escola cívico-militar na cidade participaram de um debate na Câmara. O evento aconteceu sem protestos, gritos, ou qualquer ato contrário. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Odila Maia Rocha Brito, no Jardim São Domingos, na zona sul, foi a indicada para receber os militares da reserva. A escolha, porém, será votada pelo Conselho Escolar no dia 5.

Antes disso, porém, o vereador Professor Alberto, do PL, convocou a reunião sob a justificativa de entender melhor o assunto, que considera muito criticado, principalmente pelos membros da Casa que são ligados a siglas de esquerda. Além de Alberto, Tenente Santini, do PSD, também integrou a mesa. Se mostrando totalmente favorável à medida proposta pelo Governo Federal, foi mais incisivo e chamou de “mentirosas” as críticas ao modelo de gestão escolar. “Acho importantíssimo, até pra tentar acabar com as mentiras que estão sendo pregadas pelo PT, pelo PCdoB e pelo PSOL. Os vereadores aqui são apoiadores da causa, assim como a grande maioria da população campineira”, diz ele.

Quem falou sobre o programa foram os deputados estaduais pelo PSL,  Valéria Bolsonaro e Tenente Coimbra, presidente da Frente Parlamentar pela Criação das Escolas Militares no Estado de São Paulo, além de Rafa Zimbaldi, do PSB. Valéria foi quem presidiu a discussão. Ela fez questão de informar que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação será respeitada, alegou que os professores serão mantidos nas respectivas atribuições e que só receberão apoio dos militares. “Não serão afetados em absolutamente nada. Eles vão continuar com as suas atribuições, com o projeto pedagógico. A parte militar vai entrar como os monitores. É assim que vai acontecer nas escolas cívico-militares”, defende.

Contrário à medida que colocou Campinas como a única cidade paulista a receber a gestão militar, que definiu como “oportunista”, o Sindicato dos Professores do Estado, Apeoesp, não foi convidado para o debate na Câmara. O evento, inclusive, foi acompanhado por dezenas de pessoas. A maioria se mostrou a favor da medida, que só foi proposta no município após a inscrição no programa federal pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette, do PSB.

Fonte: CBN

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