Pescador no Atibaia: com reforço do Paraíba, reservatórios estão liberando 8 metros cúbicos por segundo (m3/s) de água para a região de Campinas, divididos entre o Jaguari e Atibaia

Leandro Ferreira/AAN

Pescador no Atibaia: com reforço do Paraíba, reservatórios estão liberando 8 metros cúbicos por segundo (m3/s) de água para a região de Campinas, divididos entre o Jaguari e Atibaia

A falta de chuvas fez o Sistema Cantareira baixar o volume útil armazenado nos reservatórios em 20,5 bilhões de litros nos últimos 20 dias e a reserva só não está menor porque há mais de um mês vem ocorrendo a transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o sistema paulista. O sistema está em nível de atenção, quando armazena entre 60% e 40% de sua capacidade.

A situação, no entanto, não coloca em risco o abastecimento da região de Campinas e da Grande São Paulo. Os reservatórios do Cantareira operaram ontem com 51,8% da capacidade de seu volume útil. No primeiro dia de agosto a operação estava em 53,9%.

Os reservatórios estão liberando 8 metros cúbicos por segundo (m3/s) de água para a região de Campinas, divididos entre os rios Jaguari e Atibaia.

Pelo Atibaia, manancial que abastece 95% de Campinas, passaram onde 13,1 m3/s, acima da média histórica de agosto, medidos no ponto de monitoramento do rio, em Valinhos. Campinas está autorizada a retirar até 4,1 m3/s do rio para abastecer a cidade. Desde o início de agosto choveu 12,9 milímetro (mm) na região dos reservatórios do sistema. A média histórica para agosto é de 34,5 mm.

O período de estiagem está em curso, e para efeitos de operação dos reservatórios do sistema, ele vai até 30 de novembro. Nesse período, as Bacias PCJ têm garantia de liberação de 10m3/s dos reservatórios. Caso ocorra uma seca extrema, como a de 2014/2015, e o volume útil das barragens fique abaixo de 20%, a vazão mínima a ser liberada para as Bacias PCJ será de 10 m3/s no posto de controle de Valinhos e de 2m3/s, no posto de controle de Buenópolis.

Diferente de outros anos, o Cantareira está podendo contar com reforço da água transposta da Bacia do Rio Paraíba do Sul. A interligação Jaguari-Atibainha foi inaugurada no ano passado permite a transposição de água entre os reservatórios (o Jaguari, na Bacia do Paraíba e o Atibainha, no Cantareira).

A obra de interligação exigiu investimentos de R$ 555 milhões na construção de adutora e túnel que criarão uma mão dupla no transporte de água. Quando o Cantareira estiver com baixo armazenamento será trazida água da Represa Jaguari e quando estiver acima de 75%, a água será bombeada do Atibainha para a Jaguari. Isso evitará a necessidade de usar o volume morto nos períodos de severa estiagem e de abertura de comportas do Cantareira, nos períodos de mais chuva.

A adutora percorre topografias diversas e possui vários dispositivos de controle de passagem de água, com chaminé de controle de equilíbrio de água circulante, tanque de amortecimento unidirecional (TAU), entre outros. A estrutura vence um desnível de quase 260 metros para chegar à represa de Atibainha. Quando a adutora atinge seu ponto mais alto, ela torna-se um túnel.

Escrito por:

Maria Teresa Costa

Fonte: RAC

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