A nova delegacia será inaugurada no bairro do Botafogo, onde funciona hoje o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP): estrutura

Cedoc/RAC

A nova delegacia será inaugurada no bairro do Botafogo, onde funciona hoje o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP): estrutura

O Governo de São Paulo publicou ontem, no Diário Oficial do Estado (DOE), um decreto que autoriza a criação de uma delegacia exclusiva para investigar os casos de homicídio em Campinas. Trata-se da primeira unidade policial implantada na cidade com o intuito de receber todas as denúncias voltadas para este tipo de crime. O espaço será inaugurado no bairro do Botafogo, onde funciona hoje o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

Segundo o documento, a unidade deve começar funcionar para valer a partir de dezembro deste ano, já que o município tem, a partir de agora, 60 dias contados para escalonar e definir os detalhes envolvendo a estrutura e a equipe que ficará responsável por atender às ocorrências relacionadas aos homicídios de autoria desconhecida ou de pessoas desaparecidas.

De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 2, José Henrique Ventura, a novidade ajudará a polícia a desvendar os crimes desta natureza com maior rapidez e precisão. “A gente vai ter uma estrutura melhor para trabalhar a partir de agora, porque hoje o que a gente tem é um setor de homicídios e não uma delegacia especializada”, revelou.

Ao todo, a nova delegacia contará com a seguinte estrutura: um delegado de polícia titular, um delegado de polícia assistente, um escrivão chefe e equipe de escrivães, um investigador chefe e equipes de investigadores “Hoje o setor de homicídios atua de forma limitada, porque não tem uma equipe determinada”, explicou o diretor. Segundo ele, o espaço cuidará de todos os casos de homicídio ocorridos no município de Campinas, e, se necessário, “dará suporte a municípios de toda a área do Deinter 2”.

Ventura disse ainda que quem precisar fazer um Boletim de Ocorrência (BO) não precisará, necessariamente, ir até a nova unidade para dar a queixa. “Todos os B.Os envolvendo assassinatos ou relatos de pessoas desaparecidas poderão ser registrados em qualquer unidade policial da cidade, porque no final das contas, tudo isso vai cair direto na delegacia de homicídios”, frisou.

Estatísticas

De acordo com dados divulgados mensalmente pela Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), 232 pessoas foram assassinadas em Campinas, entre janeiro de 2018 e agosto de 2019. Somente nos primeiros oito meses deste ano, foram 89 homicídios computados — trata-se de uma média de, aproximadamente, 11 pessoas mortas por mês em decorrência do crime.

Em 2019, os Distritos Policiais (DP) que computaram o maior número de assassinatos até agora foram o 9º DP e o 11º DP, com 27 e 22 homicídios dolosos, respectivamente. As duas unidades atendem os moradores que vivem nos arredores da região de Viracopos e do distrito do Campo Grande.

A região de Barão Geraldo (7º DP) vem logo atrás, na terceira colocação, com 10 crimes praticados. Por sua vez, a unidade policial que obteve o menor índice foi o 13º DP, com nenhum registro computado pelas autoridades nos primeiros oito meses deste ano. O espaço atende à região do Cambuí.

Escrito por:

Henrique Hein

Fonte: RAC

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