O Brasil sofreu 15 bilhões de tentativas de ataques virtuais entre março e junho deste ano, segundo levantamento divulgado pela Fortinet - uma empresa que atua no ramo da segurança

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O Brasil sofreu 15 bilhões de tentativas de ataques virtuais entre março e junho deste ano, segundo levantamento divulgado pela Fortinet – uma empresa que atua no ramo da segurança

Para garantir eficiência no combate aos crimes cibernéticos, a Hacker Rangers, startup criada em Campinas, desenvolveu um jogo que ensina os funcionários das empresas a identificarem e evitarem golpes e fraudes cibernéticas. Segundo a direção da empresa, com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para agosto de 2020, todas as companhias deverão investir em conscientização em proteção de dados para garantir a cibersegurança.

Os empresários informaram que o mercado de cibersegurança cresce com força puxado pela necessidade de garantir a inviolabilidade de dados e informações de empresas e pessoas. Os cibercrimes causam prejuízos de mais de US$ 600 bilhões por ano no mundo. Segundo estudo mais recente da Fortinet, empresa que também atua no ramo da segurança cibernética, o Brasil sofreu 15 bilhões de tentativas de ataques virtuais entre março e junho deste ano. Nesse contexto, a startup campineira projeta crescer seu faturamento em 500% nos próximos dois anos.

O objetivo do produto é ensinar por meio de gamificação as boas práticas de segurança que dificultam a ação de criminosos. De acordo com seus criadores, uma vantagem do jogo é que o cliente acompanha o desempenho dos colaboradores.
Diretor da Hacker Rangers, Vinicius Perallis explica que o jogo coloca prioritariamente o funcionário como o protagonista para a criação da cultura da segurança corporativa. De forma dinâmica e didática, detalha, os jogadores aprendem quais são as estratégias usadas pelos bandidos cibernéticos, as armas que eles têm para roubar ou vazar dados, e também quais as melhores práticas para combater os cibercrimes.

Por meio da pioneira plataforma, os funcionários aprendem, por exemplo, o risco de abrir aquele e-mail com remetente desconhecido que pode ser uma armadilha para instalar um vírus ou roubar dados. Uma das maiores preocupações das corporações, hoje, é o sequestro de dados, cujos resgates milionários são exigidos por cibercriminosos de várias partes do mundo.

“A gamificação já é bastante utilizada hoje nas empresas para treinar equipes e aumentar a produtividade. Mas não existia no mercado nenhum game focado em cibersegurança. Desenvolvemos a plataforma porque acreditamos que os funcionários são essenciais para garantir a segurança de dados dentro das empresas”, disse Perallis.

O game, menciona o executivo, tem etapas que dão pontos aos jogadores conforme o cumprimento das tarefas e o desempenho ao longo das semanas. O Hacker Rangers utiliza sistemas de patentes, medalhas, desafios, simulação de ataques de engenharia social, quizzes, além de ranking semanal, mensal e geral, para estimular e avaliar os jogadores.

“O desafio de engajar funcionários espalhados em diversas localidades e mantê-los motivados foi superado com o Hacker Rangers. Os participantes curtiram as atividades. O suporte integral da Perallis, que nos auxiliou inclusive na elaboração do regulamento com ideias criativas, foi essencial para o sucesso da gamificação na Unimed Campinas”, disse Edilson Passador, que até julho passado atuava na operadora de saúde como especialista de segurança da informação.

Investimento

Um mercado tão promissor e uma empresa que é disruptiva chamaram a atenção do Grupo Furlan, uma das referências no setor de construção civil em Campinas e Região. Há dois meses, a empresa comprou parte da Hacker Rangers. A meta é acelerar o crescimento da startup e transformá-la na maior empresa focada em gamificação na área de cibersegurança da América Latina.

“Decidimos comprar uma parte da Hacker Rangers porque acreditamos no potencial desse mercado e também apostamos no sucesso do produto. Com a entrada em vigor da LGPD, as empresas terão que conscientizar os funcionários para evitar os crimes cibernéticos”, afirma o diretor do Grupo Furlan, Alessandro Furlan.

Objetivo é conscientizar colaboradores

Na pesquisa Global State of Information Security 2018, a PricewaterhouseCoopers, é uma das maiores prestadoras de serviços profissionais do mundo nas áreas de auditoria e consultoria, aponta que as principais fontes de incidentes de segurança, que facilitam a ocorrência de crimes cibernéticos como roubo de dados ou destruição de informações, são os funcionários das empresas. Mas os investimentos das organizações em cibersegurança estão concentrados em sistemas, hardwares, políticas de governança e não em conscientizar os colaboradores.

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que ocorrerá em agosto de 2020, todas as empresas no Brasil deverão orientar os funcionários e também trabalhadores terceirizados sobre as normas de segurança de dados. Recentemente, casos como o vazamento de informações de mais de 70 milhões de brasileiros no site do Detran-RN mostraram a necessidade de investimentos em cibersegurança. A lei traz novas regras, incluindo aplicação de multas, para garantir a segurança dos dados de usuários e clientes das empresas. Serão necessários sistemas mais eficazes e funcionários mais atentos às questões de segurança cibernética. 

Escrito por:

Da Agência Anhanguera

Fonte: RAC

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