Ministro do Desenvolvimento está em Alagoas. Foto: Evandro Amorim/ TV Ponta Verde

Ministro do Desenvolvimento está em Alagoas. Foto: Evandro Amorim/ TV Ponta Verde

Quase dois meses depois do petróleo cru aparecer continuamente em dezenas de pontos das praias nordestinas, o ministro do Desenvolvimento, Gustavo Canuto, deu tom de tranquilidade ao problema e afirmou que “não é esse caos ou essa situação que querem colocar que existe”. O ministro está em Alagoas e se reuniu com o governador, Renan Filho (MDB), em Maceió, onde estreitaram os laços, visando combater o problema.

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Segundo o ministro, o governo federal começou, por meio da Marinha, a investigar a origem do vazamento do óleo no dia 2 de setembro, “buscando imagens de satélite de outros países”. Ele concedeu coletiva à imprensa nesta quarta-feira (23).

“Enquanto não descobrimos a origem, há o monitoramento constante da praia e a Marinha está fazendo um excelente trabalho, mobilizando vários navios na costa brasileira para identificar antes que esse óleo chegue na praia e na areia todo o trabalho de recolhimento durante a maré baixa”, diz.

O ministro diz ainda que a situação está sendo monitorada e que o governo federal vai agir em conjunto com os governos estaduais e municipais. De acordo com o governador Renan Filho, sobre os municípios alagoanos que decretarem situação de emergência por causa do avanço do óleo, foi solicitada ao governo federal a disposição de recursos financeiros para que um plano seja elaborado no sentido de intensificar a remoção do material industrial.

Gustavo Canuto afirmou que a preocupação da pasta está no impacto que o óleo pode causar no Turismo e na Pesca. “A região nordeste é prioritária do Desenvolvimento. A atividade turística aqui é principal fonte de turismo no Brasil, além da atividade pesqueira que precisa ser preservada. A gente está preocupado”, diz.

Apesar da preocupação, ele afirma que a situação está monitorada. “Não é esse caos ou essa situação que muitos querem colocar que existe, tem os governos estaduais e municipais responsáveis e o governo federal para apoiar e realizar essa atividade. É uma conjunção de forças. Um desastre natural quando acontece não há filiação partidária, ideologia, há todos juntos para resolver o problema ambiental”, diz.

Em seguida, o ministro pede que a população fique tranquila. “É um desastre natural inédito, de grande dimensão, muito difundido na costa, mais de 8 mil km, mas a gente vai mostrar para o mundo que é capaz de resolver esse problema. E a gente quer ver a imagem de caribe e hospitalidade do povo nordestino. Que fiquem tranquilos, porque, com a conjunção de força dos governos, nós vamos resolver esse problema”, finalizou.

Segundo o governador Renan Filho, já foram retiradas da costa alagoana mais de 660 toneladas de óleo misturado a areia. “Talvez seja o maior volume de toda a costa do Nordeste”, afirma. Além de solicitar ao governo federal recursos financeiros, o chefe do executivo estadual solicitou também mão de obra de outros estados capacitada para realizar não só a “coleta grossa [do óleo], mas a mais fina”, que permanece fixada na areia.

O governador também cobrou punição para os responsáveis por injetar o petróleo cru no mar do Nordeste. “A elucidação e punição precisam ser exemplares para o Brasil como República e como país. O povo brasileiro não merece receber óleo nas praias”, conclui.

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