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Ideia é usar restos de alimentos que são descartados para extrair gás de cozinha através da biodigestão.

Quatro alunas do 2° ano do ensino médio de uma escola particular de São Paulo criaram um projeto capaz de transformar lixo em gás de cozinha para hospitais públicos.

A ideia das estudantes Anne Victoria, Carolina Sponton, Luiza Peruzzi e Manuela Bruni surgiu a partir de uma leitura para uma aula de redação. O livro usado na aula tratava da produção e do descarte de materiais, fazendo com que questionassem o problema do material orgânico no país.

A ideia foi sendo construída aos poucos, até chegarem ao conceito do projeto: usar restos de alimentos que são descartados para extrair gás de cozinha através da biodigestão.

A biodigestão é um processo natural em que as bactérias presentes na câmara hermética do biodigestor acabam sendo transformadas em decompostos que se transformam em gás.

O projeto participou da premiação InovaVital, realizada pelo Colégio Vital Brazil, onde as alunas estudam. A competição é dividida em duas fases, e visa estimular os estudantes a criarem projetos com potencial para melhorar ou solucionar os problemas da sociedade.

As estudantes venceram na categoria ensino médio, e receberam como prêmio uma imersão de empreendedorismo no programa Young Entrepreneurs, promovido pela organização Volunteer Vocations.

Como embasamento para o projeto, as alunas utilizaram artigos científicos, blogs, vídeos do Youtube e práticas de laboratório. O grupo desenvolveu dois protótipos para provar que a proposta era viável.

O primeiro utilizava uma garrafa PET de 2 litros em que cascas de frutas e outros restos de alimentos eram misturados com água. Uma mangueira foi ligada a essa garrafa e vedada junto a uma garrafa menor com água. Quando apertavam a garrafa com material orgânico, o gás gerava bolhas na outra garrafa.

No segundo protótipo, foi utilizado um galão de 15 litros com matéria orgânica e água. A mangueira era conectada a ele e ligada a um aquário contendo dois tubos de vidro, com líquido de cor arroxeada. Neste protótipo, o gás gerado empurrava a água das provetas ocupando o espaço.

Após finalizar a etapa de prototipação, as estudantes buscaram pesquisas sobre o descarte de alimentos em hospitais. Elas encontraram um estudo de 2006 da Revista de Nutrição, da PUC-Campinas, informando que uma unidade como o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto desperdiça 123 quilos de restos de alimentos por dia.

Com base no protótipo das estudantes seria possível produzir 2,2 metros cúbicos de gás biodigestor, o equivalente a 11 horas cozinhado em fogo alto. A sugestão do projeto é que se instalem 7 biodigestores nessas condições, sendo que cada um poderia custar R$ 4 mil.

Os equipamentos devem ficar próximos da Unidade de Alimentação e Nutrição do Hospital e a refeitórios, para facilitar o depósito do material orgânico. O combustível a ser gerado pelo dispositivo poderia alimentar fogões, aquecedores, chuveiros a gás e auxiliar em processos de higienização e esterilização de artigos médicos.

Fonte: ECOA – Por um mundo melhor

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