Além da labirintite, tonturas podem ter origem em problemas como diabetes, doenças neurológicas ou autoimunes, anemia ou alterações na tireoide. Foto: Reprodução/Pixabay

Além da labirintite, tonturas podem ter origem em problemas como diabetes, doenças neurológicas ou autoimunes, anemia ou alterações na tireoide. Foto: Reprodução/Pixabay

“É bem comum que pacientes cheguem aos consultórios médicos se queixando de tontura”. A afirmação é da otorrinolaringologista Danielle Gonçalves, do Hapvida. Segundo ela, a maioria das pessoas pensa ter problemas no labirinto, região do chamado ouvido interno, ligada à audição, à percepção de equilíbrio e à noção de posicionamento do corpo.

A mais conhecida é a labirintite, mas esta é apenas uma das várias doenças que podem provocar o sintoma. “Grande parte dos pacientes segue essa lógica porque popularmente existe o mito de que toda tontura pode ser labirintite. Porém, a origem pode estar em outros problemas como diabetes, doenças neurológicas ou autoimunes, anemia ou alterações na tireoide”, explica.

Diagnóstico

Na consulta, o primeiro passo do otorrino é a avaliação do labirinto. A depender da doença o diagnóstico pode ser fechado ainda no atendimento clínico. Se porventura o problema não estiver relacionado à essa estrutura, é provável que o especialista solicite exames laboratoriais.

“Normalmente, são recomendados hemogramas e exames para verificar glicose, triglicerídeos e hormônios da tireoide. Se o problema não for detectado nesta pesquisa, podemos prescrever exames de imagem, como tomografias e ressonâncias, para estudar a condição da parte interna do ouvido e também o sistema nervoso central. Caso necessário, é feito um encaminhamento para um outro especialista, como um neurologista”, detalha.

Nem todo quadro de tontura teria a ver com o diagnóstico de labirintite, explica a otorrinolaringologista Danielle Gonçalves. Foto: Divulgação/Hapvida

Nem todo quadro de tontura teria a ver com o diagnóstico de labirintite, explica a otorrinolaringologista Danielle Gonçalves. Foto: Divulgação/Hapvida

Cura e tratamento

Alguns problemas do labirinto podem ser curados. As vertigens posicionais benignas, por exemplo, respondem por 80% dos casos das doenças do labirinto. Elas provocam tontura após movimentos da cabeça e podem ser solucionadas apenas com manobras de reposicionamento.

“As vertigens posicionais ocorrem devido à fragmentação de cristais de cálcio que existem dentro do ouvido. Essas manobras são rotações feitas pelo otorrino na cabeça e no corpo do paciente, para reposicionar os cristais soltos na estrutura correta. Muitas vezes, é possível corrigir o problema em apenas um atendimento”, comemora.
Outros problemas do labirinto, porém, não tem cura. É o caso da doença de Menière, que provoca tontura súbita, associada a zumbidos e perda auditiva. Nesses casos, o paciente vai tomar remédios de uso contínuo.

“O intuito do tratamento medicamentoso é evitar a recorrência de crises de tontura. Apesar de não haver cura para determinados problemas, o paciente pode ter uma vida normal e evitar a progressão da doença”, esclarece.

A doutora Danielle faz um alerta: a automedicação é um dos fatores que pode agravar os problemas e até esconder doenças. Por isso, em caso de tontura, ela orienta procurar um médico o quanto antes. O diagnóstico precoce favorece o tratamento e aumenta muito as chances de cura, nos casos em que isso é possível.

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