A amamentação é considerada a maneira ideal de alimentar e proporcionar ao bebê os nutrientes necessários para um crescimento saudável até pelo menos os 6 meses de vida. Embora existam muitas revistas, blogs e sites sobre o tema, muitas mães de primeira viagem têm dúvidas e incertezas sobre a maneira correta de viver essa etapa.

O Incrível.club sabe que é muito importante que as pessoas conheçam todos os detalhes sobre essa fase tão importante na vida da mulher. Por isso, preparamos este post com algumas perguntas que as mulheres costumam fazer e suas respectivas respostas.

1. Todas as mulheres podem amamentar?

OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que todas as mães têm a capacidade de amamentar os seus bebês, desde que se informem e estejam protegidas pelo seu entorno. No entanto, a OMS não esconde que existem casos excepcionalmente difíceis e que pedem cuidados e atenção especiais, como partos prematuros, mães com HIV ou outras situações especiais.

2. O que acontece se um bebê não quer ser amamentado?

Segundo a Associação Espanhola de Pediatria (AEP), os bebês podem recusar o peito por diferentes motivos. Embora encontrar o peito seja muitas vezes uma atitude quase instintiva para o recém-nascido, existem alguns fatores que podem dificultar a amamentação, como uma postura inadequada que o impede de pegar o mamilo, algum mal-estar físico (decorrente de uma vacina, por exemplo, caso em que logo a criança se recupera) e situações de mastite, em que o leite parece mais salgado ao bebê, entre outros.

A AEP também menciona que existem ’falsas recusas’. Elas podem acontecer de maneira esporádica e não significam que o bebê não vai querer ser amamentado nunca mais. Ele pode dormir mais do que o normal (os pequenos dormem de 8 a 10 horas nos meses após o nascimento, por isso é importante estimulá-los com carinhos, para que acordem para mamar) ou pode ficar satisfeito com apenas um peito (é importante que a mãe alterne os seios, para evitar mastite).

3. Qual é a quantidade de leite que um bebê deve consumir?

Em seu site, a fundação Nemours recomenda que um bebê recém-nascido mame de 10 a 12 vezes por dia, com intervalos de 2 a 3 horas, dependendo da fome. É importante lembrar que o tamanho do estômago de um recém-nascido é muito pequeno, quase do tamanho de uma cereja. Isso muda conforme a criança vai crescendo.

A AEP sugere que a quantidade de leite a ser consumida não siga uma regra fixa, porque cada bebê é diferente. Contudo, quando a criança completa um ano de vida, deve receber meio litro de leite materno por dia. Algumas mulheres decidem realizar a amamentação em livre demanda (sempre que o bebê pedir), enquanto outras preferem estabelecer horários e seguir uma rotina fixa.

4. Além de leite materno, posso dar água para o meu bebê?

A OMS recomenda que os bebês com menos de 6 meses não bebam nada além de leite materno. Isso significa que a amamentação é exclusiva até essa idade, sem nenhum complemento, nem mesmo nos dias mais quentes. É por meio do leite materno que a mãe administra todo o líquido de que seu pequeno precisa para viver.

5. Além do leite materno, um bebê precisa de mais vitaminas?

Sim, mas sempre de acordo com as recomendações médicas. A AEP recomenda que os bebês com menos de um ano que são alimentados apenas com leite materno recebam um complemento de vitamina D de 400 μL por dia. Esta vitamina é muito importante porque hoje em dia é difícil sintetizar a quantidade suficiente apenas por meio da exposição solar.

Além disso, alguns bebês precisam de um suplemento de ferro até começarem a se alimentar com carne vermelha. Contudo, a quantidade e a forma de alimentação devem ser indicadas pelo pediatra. Não é recomendável que a mãe ou o bebê tomem outras vitaminas sem receita médica.

6. Como eu posso saber se o meu bebê tem fome?

Os bebês recém-nascidos usam seus próprios sinais para expressar que sentem fome. Além de choro, eles movem a cabeça de um lado a outro, abrem a boca constantemente, colocam as mãozinhas na boca, apertam os lábios, esfregam a cabeça nos seios das mães ou se alongam, tudo isso para mostrar que estão com fome.

7. Meu bebê pode sofrer intolerância às proteínas do leite de vaca?

A Alergia às Proteínas do Leite de Vaca (APLV) aparece quando a mãe decide dar fórmula como complemento ou quando ingere produtos lácteos. Quando isso acontece, o bebê apresenta os seguintes sintomas: eczema, diarreia, choro, cólica e/ou dor abdominal. É sempre recomendável ir ao pediatra se houver alguma suspeita de um problema desse tipo. Normalmente, o médico recomenda que a mãe elimine os produtos lácteos da dieta durante a amamentação.

8. O que eu posso fazer se o meu bebê tiver cólicas?

Um dos momentos mais angustiantes para os pais de um recém-nascido é quando ele chora porque está com cólica. Isso pode acontecer de 2 a 3 vezes por dia e alguns especialistas defendem que elas são causadas por gases ou por algum estímulo excessivo. No entanto, embora as cólicas sejam muito frequentes, não existem evidências médicas a esse respeito, mas existem soluções: carregar o bebê corretamente é uma forma de acalmá-lo; fazer massagens na barriga e colocar música agradável são outras estratégias. Recomendamos que você leia este artigo para conhecer outras dicas.

9. O que fazer em caso de mastite?

mastite é a inflamação da glândula mamária, caracterizada pela sensibilidade à dor do mamilo, vermelhidão e inchaço da mama. Ela é muito comum em mães que estão começando a amamentar. Esse problema pode aparecer quando a mãe produz mais leite do que o bebê pode consumir ou por alguma obstrução dos ductos mamários.

A AEP recomenda que, em casos de inflamação, vermelhidão, inchaço ou dor nos seios, seja feita uma aplicação de calor antes da amamentação, além de uma massagem para desobstruir os ductos. É importante melhorar a posição do bebê e extrair mais leite ao final da amamentação. Se a mastite estiver muito complicada e incômoda, converse com o seu médico para que ele avalie a necessidade de um remédio.

10. O que fazer se o meu bebê me morder?

Os bebês que começam a etapa da dentição tendem a sentir um grande incômodo e procuram o alívio ’raspando’ a boca em qualquer coisa; muitas vezes, o peito é a melhor escolha. Para a mãe, isso pode ser muito dolorido, porque o mamilo tem muitas terminações nervosas e é altamente sensível. No entanto, o melhor a fazer é mostrar ao filho que isso não deve ser feito com um ’não’ firme, mas nunca tirar o peito de maneira violenta.

11. Se estou prestes a voltar ao trabalho, devo interromper a amamentação?

Para as mães que trabalham fora de casa, essa é uma preocupação frequente, já que o estresse no trabalho pode causar uma diminuição na quantidade de leite. Contudo, é possível que as mulheres que queiram continuar amamentando o façam mesmo com a volta ao trabalho. O UNICEF publicou um manual com dicas sobre como manter a amamentação em casos de trabalho. Esse manual mostra maneiras de realizar a correta extração do leite e sua conservação e a criação de salas especiais para amamentação nos escritórios.

12. Até que idade eu devo amamentar o meu bebê?

Segundo a OMS, o desmame dos bebês deve acontecer quando a mãe decidir. Contudo, o comum é que isso aconteça entre o primeiro e o segundo ano de vida. Atualmente, os profissionais recomendam manter a amamentação por mais tempo, até os 2 anos, em todos os países do mundo.

13. O que é a ’crise dos 3 meses’?

Mais ou menos aos 3 meses muitos bebês costumam ficar inquietos, mostram mais episódios de choro, dormem pior e pedem mais leite do que o comum. Essa etapa costuma ser crítica para as mães, principalmente porque acham que não têm leite suficiente. No entanto, o que ocorre é que o bebê está crescendo e quer mais leite, mas a mãe se acostumou a produzir uma determinada quantidade que já não satisfaz a criança. A solução é dar mais peito. Dessa forma, a produção de leite vai aumentar e o equilíbrio entre oferta e demanda irá se restabelecer.

14. A amamentação é um método anticoncepcional?

A lactação é, por si, uma espécie de proteção contra a gravidez, mas está longe de ser 100% segura. Por isso, é importante que os pais usem um anticoncepcional alternativo durante essa etapa, um que se adapte às necessidades físicas e ao ritmo familiar. Segundo os Critérios Médicos de Elegibilidade para o uso de anticoncepcionais da OMS, os hormônios combinados são contraindicados durante a amamentação. É fundamental conversar com um médico para encontrar o método mais seguro.

15. Quando posso oferecer ao meu bebê outro alimento além do leite materno?

A amamentação deve ser exclusiva durante os 6 primeiros meses de vida do bebê. A OMS recomenda que a partir dessa idade sejam oferecidos outros alimentos como complemento. Em geral, o recomendado é dar de 2 a 3 vezes por dia, entre os 6 e os 8 meses de idade e 3 vezes ao dia entre os 9 e os 11 meses.

16. Qual deve ser a minha alimentação durante a amamentação?

A Associação para a Promoção e Pesquisa Científica e Cultural da Amamentação Materna (APILAM) recomenda uma lista de alimentos para o período de amamentação. A alimentação deve ser balanceada e saudável e agrega todos os grupos de alimentos. Recomendamos este artigo para conhecer outros alimentos importantes durante essa etapa da vida da mulher.

Qual é a sua opinião sobre a amamentação? De que maneira podemos apoiar essa prática? Compartilhe a sua opinião nos comentários.

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