Quando os problemas cardíacos aparecem, a primeira coisa que devemos fazer é dar mais atenção à nossa saúde. Começar a fazer atividade física e mudar a dieta são os primeiros passos nesse sentido. Mas será que as pessoas sabem qual é a melhor dieta para o coração? Um estudo realizado por pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC), em Boston (EUA), tentou encontrar a melhor resposta para essa pergunta.

Hoje, o Incrível.club traz os resultados dessa pesquisa que tentou descobrir qual é a melhor dieta para a saúde e para o bom funcionamento do coração.

O estudo

A pesquisa foi feita com 150 pessoas que já eram consideradas pacientes com pressão arterial alta. O grupo passou por uma análise sanguínea com biomarcadores que detectavam os macronutrientes de cada dieta e sua influência na saúde cardíaca.

As 3 dietas

As 3 dietas estavam claramente marcadas por diferenças em seus nutrientes. Uma consistia na ingestão de carboidratos puros; outra tinha como base o consumo de proteínas e a última pregava o consumo de gorduras insaturadas. Os 150 participantes seguiram as diferentes dietas e as análises de sangue revelaram resultados surpreendentes.

Dieta de carboidratos

Médicos comparam 3 dietas para descobrir qual é a melhor para o coração

O foco nessa dieta é o consumo de carboidratos. Existem muitos tipos de carboidratos e eles podem ser divididos em saudáveis e prejudiciais. A dieta pressupõe que a pessoa consuma carboidratos saudáveis e com baixo índice glicêmico. Quanto mais baixo o índice, mais lento o processo de absorção, fazendo com que os níveis de açúcar no sangue subam lentamente. Ao consumir muitos carboidratos com alto índice glicêmico, a pessoa corre perigo porque o funcionamento do coração pode ser prejudicado. Além disso, existe um aumento no risco de diabetes e obesidade. Os principais alimentos da dieta são: frutas, verduras, nozes, legumes, sementes e farinhas integrais.

Dieta de proteínas

Médicos comparam 3 dietas para descobrir qual é a melhor para o coração

O ponto chave na dieta é a proteína, em especial a ingestão de aminoácidos. O consumo desse tipo de nutriente é essencial para o corpo porque proporciona os componentes-chave para a reparação dos músculos, dos hormônios e das enzimas do corpo. A dieta se tornou muito popular porque se mostra bastante efetiva na hora de perder peso. Não sentir fome por muitas horas é um dos grandes benefícios dessa dieta, além de haver um incremento no índice metabólico e, consequentemente, na possibilidade de queimar mais calorias. Os alimentos incluídos na dieta são: carnes vermelhas e brancas, ovos, peixes e frios.

Dieta restrita a gorduras insaturadas

Médicos comparam 3 dietas para descobrir qual é a melhor para o coração

Existem 3 tipos de gorduras: as saturadas, as insaturadas e as gorduras trans. As gorduras saturadas tendem a aparecer em pessoas com problemas cardíacos e seu consumo deve ser reduzido. Em vez delas, o ideal é aumentar o consumo das gorduras insaturadas, também conhecidas como ácidos graxos essenciais. Eles são chamados de essenciais porque o corpo é incapaz de produzi-los. Foi demonstrado que as gorduras insaturadas são capazes de diminuir o risco de problemas cardíacos; além disso, elas melhoram a qualidade do funcionamento da circulação sanguínea. Os alimentos presentes na dieta são: abacates, nozes, salmão, azeite de oliva, sementes de girassol, chia, ovos e chocolate amargo.

A conclusão

As 3 dietas conseguiram o mesmo objetivo: diminuir as inflamações no coração e, assim, o risco de problemas cardiovasculares. Em todas elas o ritmo cardíaco se manteve equilibrado, assim como os níveis de colesterol e pressão arterial. O estudo concluiu que não foram os macronutrientes que fizeram a diferença na saúde cardíaca das pessoas. Todas as dietas foram capazes de diminuir as lesões nos participantes. Os médicos explicaram que as pessoas com insuficiência cardíaca não deveriam se preocupar com a dieta que seguem, mas em melhorar seus hábitos alimentares, de maneira mais ampla.

Melhorando os hábitos

Na hora de pensar em uma nova dieta, não é necessário dar tanta importância aos macronutrientes específicos, mas, sim, a aperfeiçoar os hábitos alimentares. Por exemplo, é importante evitar o consumo de bebidas açucaradas e aumentar o consumo de frutas e de verduras no dia a dia. Além disso, é necessário conversar com um nutricionista especialista no tema, para que ele indique uma dieta específica a partir do histórico cardíaco do paciente.

Você acha que existe uma dieta ideal ou o mais correto é equilibrar todos os tipos de alimentos? Compartilhe a sua opinião nos comentários.

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