10+ Provas de que o jeitinho brasileiro de cozinhar é único (e você provavelmente sentirá a diferença quando for ao exterior)

O Brasil é um País multicultural e, isso sem dúvidas, se reflete na culinária nacional. Os nossos pratos são tão incrementados e abundantes, que chegamos a questionar se determinadas comidas não são originárias das terras tupiniquins.

Você imaginaria, por exemplo, que na Itália não existe pizza de frango com catupiry? Ou que não há torta holandesa na Holanda? O fato é que os nossos ingredientes criam a nossa identidade, e o típico exagero (já que sempre utilizamos queijo em excesso) é capaz de melhorar qualquer comida estrangeira.

Então, hoje, o Incrível.club selecionou 12 exemplos para mostrar como o jeitinho brasileiro de cozinhar aprimorou alguns alimentos de sua receita original. Assim, você saberá a realidade sobre como é se alimentar no Brasil e como é se alimentar no exterior, poupando-o de frustrações na hora de experimentar pratos típicos em seus respectivos países de origem. Confira!

1. Cachorro-quente

A culinária americana é reconhecida principalmente por possuir certa peculiaridade, no entanto, nem todas as comidas são agraciadas com uma grande e encorpada apresentação. Um exemplo disso é o Hot Dog que, por sua vez, é o causador de um distanciamento considerável entre os EUA e o Brasil.

Pois, enquanto na terra do tio Sam, o cachorro-quente é preparado com pão, salsicha, e no máximo, um ou dos fios de mostarda e ketchup, aqui nós colocamos basicamente tudo que temos à vista: cenoura, beterraba, queijo ralado, uva passas, milho, ervilha e até purê de batata. Mas convenhamos, fica uma delícia, não é?!

2. Pizza

Se tem uma coisa que os italianos levam a sério, essa coisa é a pizza. Sendo assim, a verdadeira massa da Itália possui critérios rígidos de preparação e ingredientes, de forma que no país não é qualquer receita que pode ser chamada de pizza. O pH da água, a forma de preparo da massa e até mesmo a marca do molho de tomante são fundamentais para a sua preparação. Além do mais, somente 2 sabores são genuinamente italianos: a margherita e a marinara, e essa última sequer leva queijo.

Conhecido no mundo inteiro, o prato chegou no Brasil através dos imigrantes e logo se popularizou nos 4 cantos do país, ganhando maneiras completamente diferentes de serem feitas e inúmeros novos sabores, dentre os quais estão os de: frango com catupiry, calabresa, portuguesa e também excêntricidades, como o strogonoff. Hoje, é uma das comidas mais amadas pelo povo brasileiro, aliás, a paixão por aquela “enxurrada” de mussarela parece estar em nosso DNA.

E em que outro País fariam uma declaração tão sincera e bonita quanto esta?

3. Strogonoff

Por falar nele, quem diria que o nosso querido strogonoff é um prato original da Rússia? Enquanto no Brasil ele leva creme de leite, molho de tomate — isso quando não optamos pelo ketchup — batata frita, ou palha, e é feito com diversos tipos de carne, frango ou camarão, na versão genuína dos russos, ele é preparado com carne cortada em tiras finas, dourada e flambada, e mergulhada no clássico creme de leite azedo do país: o smetana.

Além do mais, no maior país do mundo, o strogonoff é comumente acompanhado por salada de repolhos, tomate cereja, picles, ervas frescas e, ao invés da batata frita, purê de batatas. Bem diferente do que estamos acostumados, certo?!

4. Batata Frita

Embora possamos achar que a batata frita seja um prato pertencente ao “mundo inteiro”, há teorias sobre a verdadeira origem desse famoso petisco. A fama é que o quitute tenha nascido dos belgas, porém, os franceses e os espanhóis também estão na batalha pela nomeação de inventores. De qualquer forma, será que mesmo na Bélgica, onde o alimento é considerado símbolo nacional, as batatas fritas são feitas de forma tão saborosa quanto no Brasil?

No país europeu, elas geralmente são servidas em embalagens em formatos de cone, com molho em demasia, muita crocrância e um ou outro acréscimo opcional. Ao passo que os brasileiros as aprensentam com uma verdadeira “incrementada”, agregando calabresa, bacon, orégano, cheddar ou outros queijos e, em alguns estabelecimentos, com tiras de carne ou frango.

5. Churros

Se você for à Espanha, provavelmente notará que o churro é um prato muito presente no cotidiano de seu povo, pois não é à toa que ele é um alimento secular no país. No entanto, não há provas históricas irrefutáveis de que sua origem seja espanhola, desta forma, os portugueses também afirmam que o mérito da criação é deles. O mundo, portanto, parece ter esquecido dessa história, já que as primeiras versões são normalmente atribuídas à cultura espanhola.

Por lá, o “doce” é preparado com o formato bem fininho, polvilhado com um pouco de açúcar e canela, e servido com uma pequena porção de chocolate espesso. Sua receita original, à base de farinha de trigo e água, ainda que simples, requer atenção, visto que a massa pode facilmente empelotar na panela. A versão tupiniquim, modéstia à parte, é muito mais interessante: feita por algumas pessoas até mesmo com tapioca, é tradicionalmente recheada com doce de leite ou chocolate, e incrementada com amendoim, creme de avelã, frutas, confetes comestíveis, sorvete e etc.

No mais, se não os brasileiros, qual outro povo criaria um bolo de churros?

Ou mesmo recheios salgados tão peculiares?

6. Pastel

Acredita-se que o pastel, como o conhecemos hoje, tenha sido criado no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, na década de 1940. Na época, os imigrantes japoneses e seus descendentes que desembarcavam no Brasil, inauguraram e difundiram as pastelarias (estabelecimentos tipicamente chineses), para confundir sua origem e driblar a discriminação que sofriam devido à posição de seu país na Guerra. Com o fim de viabilizar a preparação de pratos asiáticos com os ingredientes brasileiros, eles adaptaram a receita original dos rolinhos-primavera e dos guiozas, originando, desta forma, o nosso famigerado alimento.

A grande diferença entre os pratos é que enquanto o pastel brasileiro possui formato de envelope ou meia-lua, os rolinhos-primavera são feitos como um rolo, de fato, e os guiozas em forma oblata, que lembra os raviólis. Entretanto, todas as massas são preparadas de maneira similar, com o trigo como elemento base, contando com uma gama de possibilidades para seus respectivos recheios, de origem animal ou vegetal. Mas independentemente do país de onde são oriundos, estamos de acordo que os 3 são maravilhosos? E não vá procurar pastel quando estiver no Japão…

7. Sushi

Como os japoneses foram citados, não podíamos esquecer um de seus pratos mais famosos no mundo: o sushi. A origem do alimento tão amado pelos brasileros remonta ao século IV a.C., e surgiu de maneira no mínimo inusitada. Os nipônicos utilizavam o arroz cozido para conservar o peixe cru por mais tempo, mas em determinado momento, Yohei — um cozinheiro asiático, decidiu que a junção dos alimentos poderia ir além da função de armazenamento, servindo-os como um verdadeiro prato. E desse modo, teríamos a progênie do Sushi, que mais tarde ganharia o acréscimo da alga.

Nos restaurantes do Japão, os delicados e graciosos cortes de frutos do mar são servidos de muitas formas, inclusive com ovas e vegetais, todas muito coloridas. E como todos os aspectos da cultura estrangeira que adentra num outro país, a culinária não está isenta de sofrer forte influência da cultura local, sendo assim, nós já criamos o sushi no copo, na embalagem em formato de barca, o bolo de sushi… Que os asiáticos não fiquem chateados com a nossa fertilidade para a criatividade!

E, com toda a certeza, esta criação seria o melhor presente de páscoa: o ovo de chocolate recheado com sushi

8. Croissant

É normal pensarmos que o croissant seja oriundo da França, já que ele é um elemento tradicional do café da manhã francês. Contudo, a origem do pão de massa folhada em formato de meia-lua é atribuída aos padeiros de Viena, na Áustria. E somente a partir de 1770 foi introduzido no país da Torre Eiffel.

Independentemente de qualquer lugar da Europa, ele geralmente é degustado puro e sem recheios, no máximo com um pouco de manteiga. À medida que aqui nós “abrasileiramos” a receita o máximo que podíamos, chegamos a croissants recheados com frango, requeijão, calabresa, peito de peru, saladas… e uma quase infinita lista de possibilidades. O que será que os austríacos achariam disso?

9. Cappuccino

A receita tradicional do cappuccino é bem conhecida: basicamente uma combinação de café com leite vaporizado, espuma, e uma pitada de chocolate ou canela para finalizar. Mas será que todos sabem a sua origem? Segunda a lenda, durante a invasão Islâmica na Europa, no século XVI ou XVII, o exército da Itália saqueou as diversas sacas de café deixadas pelos inimigos em uma de suas fugas apressadas. Apesar disso, o gosto amargo do grão não agradou os italianos, e para melhorá-lo, eles resolveram acrescentar leite e mel na bebida. E assim nasceu o cappuccino.

Ao longo do tempo, evidentemente a receita foi sendo modificada. No Brasil, a variação do cappuccino consiste principalmente na alteração da proporção de um dos ingredientes: o chocolate. Lembra que havíamos citado o típico exagero arraigado à cultura brasileira? Então… Além do mais, fomos capazes de criar sabores realmente autênticos.

Aliás, será que os europeus imaginariam que o café ficaria tão bom com creme de amendoim?

10. Rabanada

Definitivamente, não há outra sobremesa que represente o natal brasileiro tão bem quanto à rabanada; o doce já está enraizado em nossa cultura e não pode faltar nas ceias durante as festas de fim de ano. Sabe-se, portanto, que os portugueses é quem trouxeram a guloseima para as terras tupiniquins, e toda a história acerca da sua origem retoma à Portugal. Porém, isso não inviabiliza a probabilidade de que a receita original tenha recebido forte influência de outras partes do mundo, visto que existem múltiplas variantes da rabanada em todo o globo terrestre, como por exemplo: o “Pain Perdu” na França, o “Eggy Bread” na Inglaterra, e o “French Toast” nos EUA.

Diz-se que o alimento foi criado para reaproveitar o pão amanhecido, mas atualmente, ele vai muito além de uma simples reutilização. A preparação dos portugueses é parecida com a dos brasileiros, porém, eles comumente acrescentam vinho à receita, e em contrapartida, nós adicionamos o leite condensado. Ademais, como qualquer bom prato que cai nos gostos nacionais, resolvemos agregar ingredientes ao quitute, e agora o doce de leite, o creme de avelã, o brigadeito etc, compõem a variação exclusivamente brasileira da receita, com mais uma prova de que a nossa culinária é capaz de melhorar qualquer prato.

11. Torta Holandesa

Uma dica: ao visitar a Holanda, não peça uma torta desta, pois os holandeses ficariam no mínimo confusos. Afinal, a sobremesa que conhecemos foi criada no interior de São Paulo e é totalmente brasileira, sem nenhum vínculo com a Holanda, e só recebeu esse nome devido a sua criadora, que nutria uma grande paixão pelo país europeu e resolveu homenageá-lo dessa forma.

A verdadeira torta que é consumida pelos holandeses é a torta de maçã, bem diferente da que temos o costume de comer, cuja receita é basicamente uma mistura fria de creme branco com uma leve camada de chocolate envolta por biscoitos banhados. Não dá água na boca só de olhar? Bom, agora você já sabe algo que não se deve fazer na Holanda.

12. Hambúrguer

É bem provável que você imagine que o hambúrguer seja originário dos EUA, uma vez que o alimento é considerado um ícone da cultura norte-americana. Todavia, o sanduíche chegou no país por intermédio dos imigrantes alemães, dos arredores de Hamburgo, entretanto, a forma de preparação da carne moída — ingrediente elementar do prato — remonta aos nossos ancestrais mais remotos. No Brasil, o prato foi introduzido com a primeira lanchonete em estilo americano da cidade do Rio de Janeiro: o Bob’s.

Em 1921, nos Estados Unidos da América, vendia-se hambúrguer cozido no vapor e cebola, mas com todos os aprimoramentos durante a história, hoje, é quase impossível delimitar quais e quantos elementos constituem a sua preparação, tanto aqui, quanto lá. Decerto, o hambúrguer americano é representativo e incomparável, contudo, quando se trata do X-tudo brasileiro, não há quem questione o sabor singular que advém de nossos excessos e temperos. Vai dizer que você não comeria um desses ilustrado à direita da imagem acima?

Você já provou algumas dessas comidas típicas em seus respectivos países de origem? Como foi a sua experiência? Surpreendente ou decepcionante? Deixe o seu relato nos comentários. Estamos curiosos para saber!

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