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26 bairros são beneficiados com novos abrigos

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A instalação de empreendimentos imobiliários na cidade tem como um dos benefícios a implantação de novos abrigos de ônibus. Entre os meses de janeiro e setembro de 2021, foram 42 novos mobiliários instalados por meio de contrapartidas, beneficiando 26 bairros da cidade. 

As implantações são custeadas por polos geradores de tráfego, como contrapartida de interesse público para minimizar os impactos da urbanização. O valor investido pelos empreendedores, neste ano, é estimado em R$ 840 mil. 

Os locais contemplados são indicados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e pela Secretaria de Transportes (Setransp). São priorizados pontos com maior demanda de embarque de passageiros, localizados em vias de acesso a polos geradores de tráfego, próximas de cemitérios, instituições de ensino e pontos comerciais. Grande parte dos pontos de parada contemplados eram demarcados apenas por placas. Outro critério para a implantação é que a calçada tenha largura a partir de 2,9 metros. 

Os novos abrigos possuem estrutura metálica, cobertura de material leve e resistente a impactos, quatro assentos individuais e iluminação LED. O padrão visual segue o modelo adotado pelo município na Avenida Francisco Glicério. 

Durante a espera pelo ônibus, os usuários podem recarregar os celulares nas tomadas USB disponíveis nos abrigos. Os equipamentos também exibem a relação de linhas atendidas pelo ponto. O acesso das pessoas com mobilidade reduzida é garantido, já que os abrigos contam com espaço para cadeirantes e piso podotátil no entorno. 

“São abrigos mais modernos, que ampliam o conforto aos usuários durante a espera pelo ônibus. Melhorar a qualidade do serviço prestado a quem utiliza o transporte público para seus deslocamentos é o nosso foco”, destaca o secretário de Transportes, Vinicius Riverete. 

O presidente da Emdec, Ayrton Camargo e Silva, relembra as iniciativas que compõem o programa de abrigos, que está sendo ampliado em 2021. “Para qualificar o transporte público desde a etapa inicial da viagem do usuário, são diversas frentes de atuação. Novos abrigos estão sendo instalados por concessão pública e contrapartidas ao município. E os abrigos já existentes recebem ações de conservação, de forma contínua”, explica. 

Confira os bairros contemplados com os abrigos provenientes de contrapartidas, em 2021: Cambuí, Jardim Madalena, Jardim Conceição, Jardim Santa Rosa, Jardim Guanabara, Jardim Dom Bosco, Arruamento Bueno de Miranda, Parque Taquaral, Jardim Flamboyant, Vila Alberto Simões, Jardim Samambaia, Parque dos Cantos, Jardim Bom Sucesso, Jardim Aliança, Jardim Estoril, Parque das Colinas, Jardim Pacaembu, Vila Teixeira, Parque Industrial, Jardim do Lago, Sousas, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, Parque Jambeiro, São Bernardo, Vila Costa e Silva e Jardim Shangai. 

 

                            Av. José Cristóvão Gonçalves                                             Av. João Batista Morato do Canto


Paralelamente à implantação de abrigos por polos geradores de tráfego, o município possui um contrato de concessão pública, que já resultou em 298 novos abrigos instalados desde 2018, sendo 42 até setembro deste ano. Foram 15 bairros beneficiados com equipamentos no mesmo padrão visual adotado na Avenida Francisco Glicério. O serviço é prestado pela Verssat Indústria e Construção.

O programa de abrigos adotado pela Setransp e Emdec busca solucionar, gradativamente e com as diferentes iniciativas, a demanda atual de pontos sem cobertura. São 1,5 mil pontos de embarque, que apresentam maior demanda de usuários, sem abrigos. Desse total, cerca de 1,1 mil estão localizados em vias pavimentadas e terão a implantação de abrigos priorizada. 

Abrigos andorinha 

Também por meio de contrapartida ao município, 100 unidades de um novo modelo de abrigo serão levadas a nove áreas descentralizadas da cidade. Trata-se do abrigo “andorinha”, que substituirá pontos de embarque sem cobertura nas regiões do Amarais, Anhumas, Barão Geraldo, Campo Grande, Nova Aparecida, Ouro Verde, Sousas, Região Sudeste e Viracopos. 

O equipamento possui estrutura metálica, três assentos de concreto (sendo um destinado às pessoas obesas) e identificação visual das linhas que atendem ao ponto. A acessibilidade é garantida pela sinalização tátil, piso direcional e espaço delimitado para cadeirantes. Um protótipo do abrigo foi instalado na área interna da sede da Emdec, na Vila Industrial. 

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Acidente em trecho inacabado do Corredor BRT deixa feridos em Campinas

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Acidente entre dois veículos deixou ao menos três feridos na Av. Camucim, em Campinas (SP), na noite deste sábado (4) — Foto: Luiz Henrique Lisboa

Um acidente entre dois veículos na Av. Camucim, na região do Vida Nova, em Campinas (SP), deixou pelo menos três pessoas feridas na noite deste sábado (4), de acordo com a Polícia Militar. A batida ocorreu próximo da Igreja Congregação Cristã, em trecho inacabado do Corredor BRT.

Um morador que passou pelo local reclamou das condições da via, e diz que obra foi abandonada pela prefeitura. O g1 solicitou posicionamento e o texto será atualizado assim que a administração se manifestar.

De acordo com a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 19h20. A informação inicial é de quem um veículo teria atingido outro parado, vindo a capotar no local. Uma das vítimas teria sido socorrida em estado grave por populares ao hospital Ouro Verde.

Segundo o consultor de vendas Luiz Henrique Lisboa, 22 anos, morador da região que acompanhou o atendimento às vítimas, disse que crianças ficaram feridas na batida – a idade das vítimas não foi divulgada pela PM.

Lisboa aproveitou para reclamar do abandono da via, e que o local está perigoso para quem circula de carro ou a pé.

“O Corredor BRT aqui está parado. Na João Jorge, região central, está pronto, funcionando. Só porque aqui o bairro é o Vida Nova, não deu continuidade. Nós queremos que a prefeitura resolva isso, quantos acidentes mais eles esperam até resolver isso”, questionou.

Multa aplicada

Em novembro a administração determinou uma multa no valor de R$ 10 milhões ao Consórcio BRT, responsável pela construção dos corredores de ônibus rápidos na cidade. A administração municipal informou que o motivo é o atraso nas obras no Corredor Ouro Verde.

Ainda segundo o consultor de vendas, após a aplicação da multa, a empresa que operava na região levou os equipamentos embora e o local encontra-se abandonado.

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Covid-19: Campinas abre agendamento para aplicar dose de reforço em vacinados com Janssen

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Vacinas da Janssen — Foto: Adrià Crehuet Cano/Unsplash

Campinas (SP) abriu, nesta sexta-feira (3), o agendamento para aplicação da dose de reforço em vacinados com o imunizante da Janssen contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Saúde, pelo menos 31,7 mil moradores receberam a vacina da fabricante Johnson&Johnson na metrópole.

A prefeitura totaliza 65.783 vagas disponíveis no sistema, também aberto para quem já recebeu a segunda dose de vacina da Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca há pelo menos quatro meses.

A escolha do dia, horário e local de imunização ocorre por meio do site. Conforme explica a Saúde, ao acessar o endereço eletrônico, o morador deve entrar na página destinada às vagas para dose adicional. A partir disso, o sistema vai identificar que a pessoa foi imunizada com a Janssen e direcionar para a marcação.

A dose de reforço será aplicada nas pessoas que receberam a primeira, há pelo menos, dois meses, e em quem tem alto grau de imunossupressão e foi vacinado há 28 dias.

A Secretaria de Saúde vai usar o imunizante da Pfizer, preferencialmente, ou de outra vacina disponível nos postos. Atualmente, Campinas não possui estoque de Janssen.

Como a vacina desta fabricante é de dose única, o reforço significará a segunda dose aplicada nos moradores.

A capital do estado iniciou na terça-feira (30) a aplicação da Pfizer como dose de reforço para quem recebeu Janssen. A Prefeitura de SP afirma que tomou a decisão de vacinar com a Pfizer porque o Ministério da Saúde não entregou doses da Janssen e pela ameaça da nova variante do coronavírus.

Orientação do Ministério da Saúde

O documento não trata do chamado “esquema vacinal”, que é a regra de uso do produto conforme aprovado pela Anvisa.

No caso da Janssen, uma pessoa está “completamente vacinada” com a dose única. Entretanto, a nota técnica cita estudos que apontam queda na proteção e indicam necessidade de nova aplicação.

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Após redução do auxílio emergencial, pessoas trabalham em semáforos de Campinas; veja relatos

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Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Greice Kelly Andrade, de 30 anos, se aproxima dos carros parados no semáforo do cruzamento com a Avenida Júlio Prestes, em Campinas (SP), com um sorriso no rosto, apesar do que tem a dizer. Ela pede ajuda aos motoristas após ter a mercadoria que vende confiscada pela Setec junto a Guarda Municipal: “Você pode abençoar a minha família?”, pergunta.

Mãe de cinco filhos, ela ganhava R$ 1,2 mil como auxiliar operacional nos Correios, em Indaiatuba (SP), mas foi demitida no meio do ano. Sem trabalho, ela passou a vender balas nos semáforos.

Greice não é a única: apesar da Prefeitura de Campinas (SP) não ter um mapeamento oficial sobre o número de pedintes e vendedores ambulantes nos faróis, a administração reconhece que a vulnerabilidade de muitas famílias aumentou, principalmente após a redução da parcela do auxílio emergencial.

Desempregado, Nilson Costa Soares, de 44 anos, comprou uma caixa de balas no dia seguinte após ser demitido da empresa onde trabalhava em agosto do ano passado. Ele trabalha nos semáforos do Centro de Campinas (SP) pensando na mulher, Eliane, e na educação dos filhos, Mateus e Marcos, de 11 e 16 anos:

“Tem gente que não acha que é um trabalho digno. Acham que é de vagabundo. Ás vezes, magoa”, diz.

Ele chega no Centro antes das 8h da manhã com a meta de fazer R$100 por dia. “Peço todo dia para Deus melhorar a situação”, diz. Tanto ele quanto Greice colocam também o número do pix para quem quer ajudar, mas não tem dinheiro na hora da abordagem.

Nilson Costa Soares vende balas nos semáforos do Centro de Campinas (SP) após perder o emprego. — Foto: Reprodução/EPTV

O que diz a prefeitura

A Setec, responsável pela administração e fiscalização com comércio em solo público, diz que a venda de produtos nos semáforos é proibida. Segundo ela, nenhuma autorização é concedida para atuar na região central ou em nenhum semáforo da cidade.

Quando abordados pela primeira vez, os vendedores são orientados a cessar a atividade. Caso haja uma segunda abordagem, a Setec notifica oficialmente a parar o trabalho. Caso haja uma terceira vez, as mercadorias são apreendidas e podem ser retiradas no prazo de 30 dias mediante ao pagamento de uma multa de valor equivalente a 20% do material confiscado.

Para ter autorização, o valor pago por um vendedor ambulante sem ponto fixo, mas com carrinho de mão, é de R$ 94,20 por mês — apenas R$ 6 a mais da meta diária de Nilson.

A administração orienta que moradores à procura de um trabalho formal podem ir aos Centros de Apoio ao Trabalhador e também fazer o cadastro único para ter acesso ao cartão nutrir e receber R$ 98,50 por mês para ir ao mercado. O programa “Recâmbio” oferece ajuda para quem quiser voltar para a terra natal.

Altos e baixos

Greice e Nilson saem de casa em busca de conseguirem um pouco mais do que já tem, mas nem todos os dias trazem resultados. A mulher já chegou a receber uma cesta básica da fonoaudióloga Kátia Blânis.

Os dias são cheios de altos e baixos:

“Às vezes eu acabo me humilhando de uma forma que nem todo mundo vê com bons olhos”, desabafa.

Apesar disso, o sorriso segue estampado no rosto. Ela sempre espera o melhor das pessoas, mesmo quando os motoristas se negam a ouvir o que querem dizer:

“É um diferencial porque as pessoas não precisam saber o que está acontecendo comigo. Se quiserem ajudar, vão ajudar de coração. É um diferencial para eu trabalhar sempre feliz, independente dos problemas”.

Greice Kelly Andrade, mãe de cinco filhos, vende balas no semáforo para garantir o sustento da família em Campinas (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

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