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Trólebus da Cobrasma. A tecnologia da indústria metroferroviária para as ruas e corredores de ônibus ajudou o desenvolvimento dos transportes coletivos sobre pneus. Fonte Trólebus Brasileiros

A gigante brasileira produtora de materiais metroferroviários também viu no segmento de ônibus uma oportunidade para escapar da crise dos anos de 1980

ADAMO BAZANI

Uma das empresas que sem dúvida foi um dos marcos e orgulhos da indústria nacional relacionada aos transportes é a Cobrasma – Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários.

A companhia, que chegou a ser uma gigante brasileira na área de transportes, foi fundada oficialmente em 1º de setembro de 1944, em Osasco, na Grande São Paulo, com capital inicial de NCr$40.000,00.

O empreendimento começou a ser pensando no início dos anos de 1940, tendo com um dos principais responsáveis, o empresário Gastão Vidigal, economista, político e proprietário do Banco Mercantil.

Por causa dos efeitos da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) a indústria em todo o mundo sofria fortes abalos, reduzindo sensivelmente o ritmo de produção de diversos bens, entre eles os relacionados aos transportes.

O Brasil ainda vivia o auge da ferrovia com uma malha que atingia parcela significativa do território nacional. Devido à guerra, havia uma enorme dificuldade de importação de peças e carros ferroviários.

E a Cobrasma nasceu justamente para suprir esta necessidade. No início dos anos 1940, foi criado pelo Governo Federal o Setor de Produção Industrial, órgão sob o comando do Engenheiro Ary Frederico Torres, que tinha sido secretário de Viação e Obras Públicas no Estado de São Paulo, em 1937

O engenheiro Ary Torres, que hoje dá nome a um ponte que cruza o Rio Pinheiros, em São Paulo, ligando a Marginal Pinheiros à Avenida dos Bandeirantes, foi um importante aliado do banqueiro Gastão Vidigal para que nascesse a Cobrasma.

Gastão Vidigal, ainda no início dos anos 1940, começou a entrar em contato com investidores nacionais e internacionais, apresentando a proposta de uma empresa brasileira de materiais ferroviários.

Houve interesse de várias partes, em especial dos Estados Unidos para financiar o projeto, principalmente por intermédio do Eximbank, uma espécie de órgão de fomento das exportações norte-americanas.

No dia 21 de outubro de 1943, houve a primeira reunião para a inauguração da indústria de material ferroviário.

Gastão Vidigal reuniu Olavo Egydio de Souza Aranha, um dos proprietários do grupo Monteiro Aranha, representantes da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN e das ferrovias como a Mogiana, Sorocabana e Paulista.

Gastão Vidigal fez uma verdadeira peregrinação para tornar realidade a Cobrasma. Ele entrou em contato com empresário Guilherme Guinle, fundador da Companhia Docas de Santos. A empresa Belgo-Mineira tinha um terreno em Osasco. Guinle também pretendia montar uma indústria de material ferroviário. Vidigal então convidou acionistas da companhia Siderúrgica Nacional e da Belgo-Mineira para participarem da fundação da Cobrasma que, finalmente, ocorreu em 1º de setembro de 1944.

A primeira constituição da Cobrasma foi:

–  presidente: Gastão Vidigal

– vice-presidente: Heitor Freire de Carvalho

– diretor-superintendente: Ary Frederico Torres

– diretor comercial: José Gavião Gonzaga

– diretor: João Fleury Silveira.

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Construção das primeiras instalações da Cobrasma em Osasco, nos anos de 1940. Foto: Klaus Werner

A Companhia Paulista, Companhia Mogiana, a Sorocabana, a Estrada de Ferro do Dourado participaram com 50% do capital social subscrito e empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional, a Belgo-Mineira e a Vale do Rio Doce subscreveram 10% deste capital.

O terreno da Cobrasma foi escolhido estrategicamente em Osasco, que fica a cerca de 20 quilômetros da Capital Paulista.

O terreno tinha 260 mil 575 metros quadrados ao lado de uma linha férrea servida tanto por bitola larga como por estreita, o que facilitaria o escoamento da produção.

De dentro da Cobrasma, segundo o historiador Ari Marcelo Macedo Couto, saía um ramal férreo próprio, de 10,5 quilômetros que fazia a ligação direta com a estação de Osasco e a Estrada de Ferro Sorocabana.

A demanda da Cobrasma nos primeiros anos de produção foi tão grande que houve a necessidade de dividir o empreendimento em oficina de montagem de vagões, fundição de aço, fundição de ferro, fábrica de molas, oficina de reparação de locomotivas.

As primeiras peças fundidas e os componentes dos vagões ferroviários produzidos pela Cobrasma eram fabricados com a licença técnica fornecida pela American Steel Foundires, de Chicago, E.U.A.

Em 1945, era firmado um contrato com Whiting Corporation, fabricante de guindastes e macacos para locomotivas e vagões, mesas giratórias, guinchos, pontes rolantes e outras especialidades.

COBRASMA E SUAS DIVERSAS EMPRESAS:

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Caminhão Ford com diferenciais Braseixos. Cobrasma já visualizava indústria automotiva Foto: Ford

A Cobrasma era tão próspera que o gigante terreno em Osasco já não era mais suficiente logo nos primeiros anos de operação.

A empresa começou a diversificar a produção, tendo companhias coligadas ou subsidiárias.

– Fornasa S.A.: Em 1950, a Cobrasma incorporou a Fornasa – Forjas Nacionais S.A. A empresa foi fundada em 1945, sendo a primeira metalúrgica localizada em Volta Redonda. Desde 1947, a Cobrasma era principal acionista da Fornasa.

– Braseixos Rockwell S.A.: A Braseixos já era sinal que a Cobrasma também tinha como foco a indústria automobilística, que começava a ganhar força nos anos de 1950. Em 1951, a Cobrasma começou um programa de diversificação das linhas de produtos. Em novembro de 1955, a Cobrasma firmou contrato com a Rockwell Spring and Axle Company, depois chamada de North American Rockwell Corporation, para assistência técnica na produção de eixos dianteiros e traseiros completos, inclusive diferenciais, para carros, caminhões e ônibus. O sucesso deste acordo deu origem à empresa.

– Brasprensas Rockwell S.A.: Ainda vislumbrando o crescimento da indústria de carros, caminhões e ônibus, a Cobrasma fez outra parceri, desta vez com a Ibesa – Indústria Brasileira de Embalagens S.A., e fundou, em 23 de abril de 1960, a Parachoques Ibesa Rockwell Ltda. A Cobrasma e a North American Rockwell Co. assumiram o controle da sociedade e o empreendimento, localizado em Osasco, passou a se chamar Brasprensas Rockwell S.A. As instalações de Osasco começaram a ser erguidas em 1963 e em 1967, a Brasprensas começou os serviços de estamparia metalúrgica, tendo como um dos principais clientes a Braseixos e a Volkswagen.

O PRIMEIRO TREM ELÉTRICO E O AUGE TECNOLÓGICO:

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Unidades dos primeiros trens elétricos sob licença da Francorail produzidos no Brasil no pátio da Cobrasma, em Osasco. Foto: CPTM em Foco

No final dos anos 1970, a Cobrasma foi a primeira empresa brasileira que construiu um trem elétrico com a licença da empresa francesa Francorail.

Em 1977, a Fepasa -Ferrovias Paulista S.A. comprou 20 unidades que já vieram da França montadas e prontas para operação.

As demais unidades começaram a ser fabricadas pela Cobrasma, em Osasco.

A Fepasa começava remodelar o sistema de serviços correspondentes à linha-tronco da antiga Estrada de Ferro Sorocabana entre Júlio Prestes e Itapevi, hoje a linha 8 – Diamante da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

A demanda pelos trabalhos da Cobrasma aumentava. No final dos anos de 1970, a empresa inaugurava uma unidade em Sumaré, no interior de São Paulo, onde também foram feitos trens com licença da Francorail.

A Cobrasma acompanhou a modernização da ferrovia, fornecendo trens e composições de Metrô para importantes sistemas no Brasil, entre eles:

SÃO PAULO:

Metrô-SP

Trens da Linha 3-Vermelha até a composição 325 (sob licença da Francorail) atualmente em 2011 e 2014 foi reformado pela Frota K do Metrô de São Paulo

EBTU/CBTU – STU/SP (atual CPTM)

Série 400 (em conjunto com a FNV), atual Série 4400 da CPTM (Linha 12)

FEPASA (atual CPTM)

Série 9000 (em conjunto com o consórcio CCTU sob licença Francorail), atual Série 5000 da CPTM (Linha 8)

VLT de Campinas

RIO DE JANEIRO:

EBTU/CBTU/Estrada de Ferro Central do Brasil (atual Supervia)

Série 400 (em conjunto com a FNV)

Série 900 (sob licença da Francorail)

MINAS GERAIS:

CBTU

Trens do Metrô-BH (sob licença da Francorail).

ÔNIBUS PARA SOBREVIDA:

 

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Trabalhadores protestam contra a possibilidade do fechamento da Cobrasma. Foto: Sindicato Metalúrgicos

Nos anos de 1980, a realidade da Cobrasma não foi assim tão bem sucedida como nas décadas anteriores.

A empresa começou a enfrentar problemas de várias ordens: os investimentos em ferrovias, tanto de carga como de passageiros, e no metrô, começavam a diminuir de forma considerável.  A inflação dos dez anos corroía os cofres públicos, os ganhos das indústrias, impossibilitando investimentos, e também o bolso do trabalhador.

Além disso, a Cobrasma enfrentava problemas e erros administrativos internos.

Uma matéria da revista Isto É Dinheiro, de 1º de setembro de 2004, entrevistou Roberto Vidigal, considerado pela reportagem o último dos Vidigal na indústria.

O texto faz uma citação sobre Luís Eulálio de Bueno Vidigal:

“A família Vidigal foi um nome onipresente no universo de negócios brasileiro. Não havia um setor sequer da economia no qual o clã não tivesse presença dominante. No mercado financeiro, Gastão Vidigal chegou a ser o maior de todos, com o Banco Mercantil de São Paulo. Não sobreviveu e foi vendido ao Bradesco. Na área comercial, Antônio Carlos Vidigal tornou-se um dos principais engarrafadores de Coca-Cola do Brasil com a Rio de Janeiro Refrescos. Sucumbiu e foi engolido pela própria multinacional americana. No mundo da produção, brilhou o nome de Luís Eulalio de Bueno Vidigal. Ex-presidente da Fiesp, foi responsável pelo crescimento e naufrágio da Cobrasma, uma das maiores metalúrgicas nacionais. Falida, sumiu do mapa.”

Como ocorreu com outras produtoras de materiais metroferroviários, a Cobrasma também apostou no crescente mercado de ônibus para ganhar uma sobrevida. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Mafersa, cuja história já abordamos aqui no Blog Ponto de Ônibus e você pode relembrar neste link: https://diariodotransporte.com.br/2016/01/01/videos-fotos-e-informacoes-sobre-a-historia-da-mafersa-como-produtora-de-onibus/

Para se ter uma ideia da situação da Cobrasma, entre 1980 e 1983, a empresa demitiu aproximadamente 35% dos cerca de 17 mil empregados que tinha em todo país. Comparativamente, hoje a Mercedes-Benz, maior fabricante de ônibus e caminhões, possui 10 mil funcionários na planta de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

A produção dos ônibus começou na unidade de Sumaré, no interior paulista.

– Trinox

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O Trinox da Cobrasma teve poucas unidades vendidas, mas se destacou pela qualidade. Fonte: Cobrasma entre amigos

O primeiro modelo de ônibus produzido pela Cobrasma foi lançado em 1983. Era o ônibus Trinox, que tinha o design imponente.  A empresa aproveitou toda a experiência e tecnologia da indústria metroferroviária e aplicou na produção de ônibus.

O Trinox tinha revestimento externo e estrutura de aço inoxidável. A carroceria era monobloco e a mecânica Scania K112CL, de 305 cavalos de potência. O terceiro eixo era fornecido pela Braseixos, empresa com participação da Cobrasma.

Além da imponência e da durabilidade dos materiais empregados, um dos destaques era o bagageiro do Trinox, que tinha portas com acionamento pantográfico e volume de 11,7 m³.

O ônibus era mais leve que os concorrentes, porém, era em torno de 30% mais caro, o que explica as baixas vendas. Em 1983, a Cobrasma tinha plano de fabricar 30 por mês. No entanto, até o final de 1985, tinha vendido apenas 15 ônibus. O modelo se destacou, por exemplo, em empresas como a Viação Garcia, em Londrina.

O Trinox foi produzido até 1986.

TRÓLEBUS COBRASMA:

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Trólebus Cobrasma em produção. Modelos marcaram as operações no Corredor ABD, entre o ABC e a Capital Paulista. Foto: Trólebus Brasileiros.

Nos anos 1980, já havia planos do Governo Federal para a expansão da tração elétrica no setor de transportes urbanos e metropolitanos por ônibus.

A Cobrasma também ficou atenta ao movimento e, em 1984, deu início ao desenvolvimento de um protótipo de trólebus, em conjunto com a fabricante suíça de material elétrico, Brown Boveri.

Os trólebus da Cobrasma tinham 12 metros de comprimento, carroceria de aço inox, chassi feito pela própria empresa, suspensão pneumática, eixos da Braseixos, companhia com participação da própria Cobrasma.

Entre os anos de 1985 e 1987, a Cobrasma fez três protótipos de trólebus utilizando plataforma Massari, que foram entregues para a Companhia de Trólebus de Araraquara – CTA, no interior paulista.  Um dos veículos tinham equipamentos elétricos Brown Boveri e os outros dois contavam com equipamentos Villares.

No entanto, a comercialização com maior sucesso ocorreu pela parceria com a Tectronic, do grupo Engesa.

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As operações no Corredor Metropolitano ABD marcaram o nome Cobrasma em parte da história dos transportes metropolitanos por ônibus. Foto: Jorge Françoso de Moraes

Em 1986, a Cobrasma formou consórcio com a Tectroniuc para concorrer à licitação para o fornecimento de 46 trólebus, que iniciariam as operações no corredor Metropolitano ABD, que liga o ABC Paulista à capital. O consórcio venceu a concorrência e produziu os veículos entre 1986 e 1988. A Cobrasma chamou estes veículos de “Patrol 2”, com  equipamentos Powertronics.

A Cobrasma forneceria trólebus para outros sistemas, se não fossem problemas relativos a administrações públicas.

A Transerp, empresa de Ribeirão Preto, chegou encomendar protótipo Cobrasma, mas o veículo não passou da fase do projeto e a empresa local optou por adquirir mais ônibus a diesel.

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Trolebus para a CTA, de Araraquara. Foto: Trólebus Brasileiros

Em 1986, a Cobrasma formou consórcio com a Mafersa para o fornecimento de trólebus articulados que iriam um operar na capital paulista pela CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, mas empresa pública paulistana acabou suspendendo o projeto naquele ano.

Um trólebus Cobrasma ainda é mantido pela Metra, operadora do Corredor ABD, sendo usado como veículo de treinamento.

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Único trólebus Cobrasma remanescente, fabricado em 1987, ainda hoje usado em treinamento da empresa Metra

COBRASMA CX:

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O Cobrasma CX 201 foi o primeiro da nova geração de ônibus rodoviários depois do Trinox

Apesar das vendas tímidas do Trinox, a Cobrasma conquistou uma boa reputação no mercado, justamente pela qualidade do veículo. Com o nome positivo, a empresa insistiu no segmento de ônibus rodoviários.

Em 1986, a Cobrasma lançou o CX201. O veículo tinha 13,2 metros de comprimento, 3,5 metros de altura e era montado sobre o chassis Volvo, Scania  ou Mercedes-Benz , com dois eixos.  A estrutura ainda era de aço inoxidável, mas o revestimento passava a ser de alumínio. Nesta época, algumas unidades do CX201 recebiam um terceiro-eixo adaptado. O Trinox neste ano só era produzido sob encomenda.

Entre o final de 1986 e início de 1987, a Cobrasma colocava no mercado outras duas novas versões de CX.

O CX202 tinha 12 metros de comprimento e altura de 3 metros, que poderia equipar chassis Mercedes-Benz, Volvo ou Scania.

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O Modelo Cobrasma CX 202 chegou a ser comprado por grandes frotistas, mas vendas foram modestas.

Já o CX301 tinha três eixos e 13,2 metros de comprimento sobre chassis Scania K112TL e K113TL e Volvo Volvo B58 e Volvo B10M, dependendo do ano.

No ano de 1988, a Cobrasma também apresentava o projeto do CX204 para chassi Scania com motor dianteiro, mas sem sucesso.

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O CX302 foi o último modelo de ônibus rodoviário de maior categoria feito pela Cobrasma

RETA FINAL:

Os ônibus da Cobrasma tinham qualidade, durabilidade, peso menor, mas eram caros, mesmo nas versões da série CX.

Em 1987, a empresa só conseguiria vender 101 ônibus, sendo que metade deste total para o mercado de reencarroçamento, que não tinha boa reputação.

A Cobrasma saiu do mercado de ônibus em março de 1990, mas deixou um legado importante entre as empresas que trouxeram a tecnologia da indústria metroferroviária para o segmento de ônibus urbanos e rodoviários.

Na tentativa escapar da crise, a Cobrasma também investiu em outros segmentos. No ano de 1985, se uniu à alemã MAN-GHH para fabricação de equipamentos como pás-carregadeiras. Desta parceira foi fabricado o equipamento LF4, que tinha caçamba de 2 m³ e acionamento elétrico ou diesel.

Depois de ter pedido concordata em 1991 e em 1992, a empresa não resistiu e entre 1993/1994 começou a parar as atividades, com o encerramento completo da empresa em maio de 1998.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte: Diario do Transporte

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12 Comentários

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