O governador João Doria (PSDB) deve anunciar amanhã (03/07) que a RMC (Região Metropolitana de Campinas) vai retroceder para a fase vermelha do Plano São Paulo, quando só o funcionamento de atividades essenciais estão liberadas, como, por exemplo, supermercados, farmácias, etc.

O aumento de casos e de mortes pela covid-19 e a pressão sobre a demanda por leitos hospitalares nas 20 cidades que compõem a RMC devem balizar a decisão de impor mais restrições para conter a disseminação do coronavírus.

Atualmente Campinas e as demais cidades estão na fase laranja, que permite a abertura do comércio de rua e shoppings. Porém, Campinas decidiu fechar o comércio desde a semana passada devido ao aumento de casos e mortes por covid-19. Hoje a cidade está com 343 mortes e 8.995 casos confirmados.

Fontes de dentro do governo informaram nesta quinta-feira (02/07) que “Há previsão para essa decisão, porém, os números só serão fechados no final do dia de hoje.”

Ontem (1/07), o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, disse que a região estava em estado de alerta, principalmente, em relação à ocupação de leitos hospitalares.

Campinas, por exemplo, tinha uma taxa de ocupação de 89,33%, sendo que dos 375 leitos de UTI exclusivos para pacientes covid-19, 335 estavam ocupados. No SUS, a situação é mais dramática, sendo que tinham apenas três leitos disponíveis na rede estadual, que inclui o HC da Unicamp e o AME (Ambulatório Médico de Especialidades). Os hospitais da Prefeitura de Campinas estavam com todos os leitos lotados.

“O aumento de casos na região de Campinas exige cada vez mais cautela e está em estado de alerta por causa da necessidade de leitos”, disse Vinholi, ontem durante coletiva do governo do Estado. A grande preocupação é com o fato de que Campinas recebe muitos pacientes de outras cidades e a oferta de leitos está praticamente esgotada .

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