Connect with us

Destaque

Campinas tem mais 2 casos de varíola dos macacos e total dobra em 1 semana: ‘Crescimento exponencial’, diz infectologist…

Artigo

em

A coceira da varíola dos macacos passa por diferentes estágios até a formação de lesões de pele — Foto: UKHSA

Mais dois moradores de Campinas (SP) se infectaram com a varíola dos macacos, e o total na metrópole chegou a 16 nesta quarta-feira (3). A confirmação foi feita pela Secretaria Estadual de Saúde, e aponta um aumento de 128,5% em uma semana, ou seja, o número de infectados mais que dobrou.

O 1º caso na cidade foi divulgado em 15 de julho. Uma semana depois, o total subiu para 3. Os registros se tornaram mais frequentes desde então, e só na última semana mais nove pessoas pegaram a doença do vírus monkeypox. Veja a evolução no gráfico abaixo.

A principal forma de transmissão tem sido via contato sexual, e a infectologista da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi, avalia que houve uma falha na comunicação dos riscos aos grupos mais expostos.

“Continuaremos tendo ainda um crescimento exponencial porque falhamos muito na comunicação com os grupos que têm maior risco de exposição e adoecimento. Falhamos nas orientações para divulgar quem são esses grupos e o que eles devem fazer para diminuir o risco de adoecimento, o que eles devem fazer para não transmitir”.

“Ainda teremos um aumento importante do número de casos, que logo logo pode ser que não se restrinjam mais ao grupo que hoje representa mais de 90% dos casos, que são homens que fazem sexo com homens e bissexuais, completou.

A Prefeitura de Campinas informou ao g1 que todos os que pegaram a varíola dos macacos estão com bom estado de saúde. São 15 homens e uma mulher, que têm idades entre 23 e 41 anos.

“Seis deles saíram do isolamento. Os demais contam com acompanhamento ambulatorial, sem gravidade e com boa evolução”, informou a prefeitura.

Dos 16 pacientes com o vírus, 10 foram infectados fora de Campinas e seis são autóctones (com transmissão na cidade). A administração destacou, ainda, que outros 18 pacientes sintomáticos estão em investigação e aguardam resultados de exames para fechar o diagnóstico.

A médica Raquel Stucchi ainda ressaltou que o período de incubação desta doença é muito longo, de 5 a 21 dias.

“Pode ter pessoas que foram expostas há três semanas e agora estão apresentando os sintomas”.

Infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, — Foto: Ricardo Lima

Casos na região e no estado

Considerando as 31 cidades da área de cobertura do g1 Campinas, 22 casos foram computados até agora, divididos em cinco cidades. Em todos o estado de São Paulo são 1.184 confirmações.

  • Campinas: 16
  • Indaiatuba: 2
  • Paulínia: 2
  • Americana: 1
  • Vinhedo: 1

Entre os moradores infectados estão viajantes para países da Europa, outros estados brasileiros e outras cidades de São Paulo, além de pessoas que não têm histórico de viagem – foram vítimas da transmissão comunitária nas suas cidades.

Até o último sábado, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) somava 19 casos de varíola dos macacos em seis cidades – além das 5, Santa Bárbara d’Oeste -, e as prefeituras sinalizaram as ações para investir no reconhecimento dos sintomas e na análise do histórico de pacientes 21 dias antes do aparecimento das lesões.

Lesões e histórico sexual

A doença se apresenta com uma única lesão ou várias na pele, e o histórico sexual tem sido um dos critérios para o diagnóstico. Na maioria dos casos, as feridas aparecem na região genital e perianal – ao redor do ânus – nesses grupos de maior risco, segundo Raquel Stucchi.

“Neste momento, as lesões, particularmente, que aparecem em região genital ou perianal e que tenham possibilidade de exposição epidemiológica, contato sexual com pessoas desconhecidas, mesmo que de sexos diferentes, implicariam, sim, na investigação de monkeypox”.

O boletim mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde sobre o vírus monkeypox, de número 06, tem a exposição em contato íntimo com desconhecidos e/ou parceiros casuais como primeiro item na lista de vínculos a serem investigados. O vírus pode ficar incubado por até 21 dias.

Varíola dos macacos tem mais de 1 mil casos em SP — Foto: JN

Como se dá a verificação de casos suspeitos

  • Paciente deve observar:
  • aparecimento súbito de erupção cutânea única ou múltipla, em qualquer parte do corpo;
  • pode ter ou não febre;
  • pode ter ou não crescimento dos gânglios (linfonodos);
  • apuração de vínculos: contato íntimo ou contato com sintomáticos de monkeypox ou histórico de viagem para país com casos positivos ou contato com pessoas que estiveram em país com infectados.
  • No atendimento médico:
  • procurar quando notar a lesão no corpo;
  • o profissional de saúde deve levantar a suspeita já na triagem;
  • paciente passa por avaliação médica;
  • colhe amostras para exame, enviado ao Instituto Adolfo Lutz em SP;
  • Vigilância Sanitária é comunicada;
  • apuração sobre contatos conhecidos do paciente;
  • paciente recebe orientações sobre isolamento e segue em acompanhamento.
  • Se for necessário, é internado em isolamento.

Além do contato sexual, o Ministério da Saúde informa sobre transmissão do vírus por meio de secreções respiratórias e objetos recentemente contaminados. O período de infecção só termina quando as lesões em forma de crostas desaparecem da pele, que volta a ficar íntegra.

Ainda não há previsão para vacinação contra a varíola dos macacos.

VÍDEOS: confira outros destaques da região

Destaque

Arsenal de Guerra recupera capacidade de transporte de Material de Emprego Militar

Artigo

em

Por

Crédito: AGSP

São Paulo (SP) – O Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), Organização Militar subordinada à Diretoria de Fabricação (DF), participou dos trabalhos conduzidos pelo Comando da 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada para a recuperação da capacidade de transporte de Material de Emprego Militar (MEM) por meio do modal ferroviário. Foi prestado apoio técnico de engenharia para o desenvolvimento de soluções para o embarque e para a passagem de viaturas blindadas entre vagões.

Após o estudo e análise das condicionantes desse tipo de transporte, o Corpo Técnico do AGSP desenvolveu e fabricou um conjunto de estruturas metálicas para passagem de blindados intervagões, além de realizar trabalhos de adaptação nas rampas de embarque, conferindo mais segurança para as operações. Nos dias 4 e 5 de agosto, nas cidades de Cachoeira Paulista e Sumaré, as operações de embarque e desembarque foram testadas com sucesso. Os trabalhos foram realizados em parceria com o 2º Batalhão Logístico (Campinas-SP) e com o 2º Batalhão de Engenharia de Combate (Pindamonhangaba-SP).

Continue lendo

Destaque

Batida entre carros deixa mulher ferida em avenida de Campinas

Artigo

em

Por

Uma mulher ficou ferida após a batida entre dois carros na Avenida Jorge Tibiriçá, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (11). O acidente ocorreu por volta das 16h15, perto do cruzamento com a Rua José Soriano de Souza Filho, na Vila Joaquim. A vítima foi levada pelo Corpo de Bombeiros para a UPA Carlos Lourenço, mas não há detalhes sobre o estado de saúde dela.

A causa do acidente não foi confirmada até a publicação. A Polícia Militar e a Emdec, empresa responsável por fiscalizar o trânsito na metrópole, foram acionadas após a batida.

Apesar da ocorrência, não houve reflexos no trânsito. Confira a situação das vias na cidade.

VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região

Continue lendo

Destaque

Quadrilha de roubo a joalherias identificada pela Polícia Civil de Campinas tem relação com crimes em ao menos 6 cidades…

Artigo

em

Por

Homem preso em Paulínia é suspeito de participar de roubo a joalherias no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas — Foto: Guarda Municipal/Divulgação

Policiais civis da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas (SP) encontraram relação entre a quadrilha presa pelo assalto ao shopping Parque D. Pedro e outros roubos a joalherias em ao menos outras cinco cidades do estado de São Paulo. A apuração foi divulgada nesta quinta-feira (11), em meio à operação que cumpriu 16 mandados de busca e prisão, e terminou com um detido.

Os crimes relacionados começaram a ocorrer em agosto do ano passado, segundo o que se sabe até agora. Os últimos foram na capital paulista, dia 1º de agosto, e em Taubaté, uma semana depois.

Roubos a joalherias que têm relação com caso em Campinas

Ao menos 20 pessoas são investigadas por participação nos crimes, sendo que quatro foram presas pelo assalto em Campinas, três estão foragidas e uma morreu. Um dos foragidos estava ao menos nos últimos dois roubos da lista. Ele chegou a ser preso em flagrante no dia 1 de agosto, mas foi solto na audiência de custódia e, agora, é procurado.

“Identificamos autores, oito ou nove além desses [já presos no caso de Campinas]. Atuaram em outros roubos a joalherias do estado. Vamos fazer cópias dos laudos e encaminhar às outras delegacias para que os presos lá sejam responsabilizados por esse de Campinas. Vão responder por mais quatro ou cinco no mínimo praticados no estado de São Paulo”, afirmou o delegado responsável pela apuração na DIG, Fernando Sanches.

Policiais civis de Campinas no cumprimento de mandados de prisão e busca contra quadrilha que assaltou joalherias no Parque D. Pedro Shopping — Foto: DIG Campinas/Divulgação

Segundo a DIG, homens e mulheres integram a quadrilha, divididos entre quem já foi identificado e quem planeja e executa os crimos nos shoppings e joalherias do estado.

A perícia feita no telefone celular do homem de 42 anos que foi baleado durante a ação no shopping Parque D. Pedro em Campinas encontrou vídeos feitos em shoppings antes das datas dos roubos. Os policiais verificaram que seriam os casos ocorridos em Ribeirão Preto e Sorocaba.

Na operação da Polícia Civil da última terça (9), realizada também na região do bairro Americanópolis – destino alvo da ação desta quinta – por causa do roubo em Taubaté, foi confirmada a ação de parte do mesmo grupo criminoso que atuou em Campinas. Relógios, correntes, anéis, joias e uma arma foram encontrados.

“Pelo que angariamos, o núcleo da quadrilha é o mesmo. E o restante, que auxilia, varia. Prende um, e eles repõem, e tem o núcleo de três ou quatro que são os mesmos. Acredito que essa associação criminosa tenha sofrido um baque bem grande nos últimos dias”, afirmou Sanches.

Câmera de segurança de joalheria mostra assalto em shopping de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

Criminosos estavam com itens levados de joalheris — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Identificados por câmeras e celulares

Os suspeitos com mandados de prisão expedidos pela Justiça foram identificados em imagens de câmera de segurança e de celulares feitas no dia do crime, disse o delegado de Campinas Fernando Sanches.

Nesta quinta, um foi localizado em Americanópolis e levado algemado para a DIG da cidade. Veja no vídeo abaixo:

Polícia Civil cumpre mandados e prende suspeito de roubo a joalherias no Shopping D.Pedro

Polícia Civil cumpre mandados e prende suspeito de roubo a joalherias no Shopping D.Pedro

“Diversas outras pessoas continuam sendo investigados, que foram encontradas em telefones apreendidos, e principalmente em um grupo criado para a ação em Campinas, além das diligências que mostram mais pessoas envolvidas”, disse a Polícia Civil.

Atuaram na operação conduzida por Campinas policiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da 1ª DIG.

Policiais civis de Campinas cumprem 16 mandados de prisão e busca na capital contra quadrilha que assaltou shopping Parque D. Pedro — Foto: DIG Campinas/Divulgação

VÍDEOS: confira outros destaques da região

Continue lendo
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

TAGS

+ VISTOS