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Campinas tem saldo de 2,5 mil novas empresas no ano, mas economista vê expansão em meio à crise com cautela

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Movimentação no comércio no Centro de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

Um levantamento da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) divulgado nesta terça-feira (14) aponta que a metrópole registra, de janeiro a agosto, saldo positivo de 2.587 novas empresas abertas em 2021. O dado, porém, não é suficiente para apontar uma reação à crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19, de acordo com a avaliação de um economista ouvido pelo G1.

Apesar de acumular mais empresas abertas do que fechadas, os fatores que podem estar por trás do bom número são o desemprego e a mudança nas leis trabalhistas, e não necessariamente uma resposta ao cenário econômico adverso, segundo o especialista.

“O que é preciso verificar, mais do que o dado em si, é o perfil das empresas que fecham e abrem. Neste período de crise, tem sido muito comum a pessoa perder o emprego e, para sobreviver, recorrer ao empreendedorismo. Há, ainda, o efeito da mudança na legislação trabalhista. Com isso, muitos trabalhadores abrem empresas para emitir nota fiscal, se posicionando como Pessoa Jurídica (PJ)”, pontua o economista da PUC-Campinas, Izaías de Carvalho.

Nos oito primeiros meses de 2021, 5.483 empresas foram abertas ante a 2.896 encerradas. O dado segue positivo no mês de agosto, quando o saldo foi de 462 aberturas. De 735 empresas ativadas, 273 foram fechadas.

Já no comparativo com os primeiros oito meses de 2020, a quantidade de empresas abertas aumentou 64,23%. No mesmo período do ano passado, as aberturas foram 3.338, e os fechamentos, 2.604.

“O que impulsiona o dado positivo no comparativo entre os anos é a reabertura do comércio. Esse efeito já era esperado, tendo em vista que a pandemia [da Covid-19] gerou muitos fechamentos em 2020, que foi quando tivemos os momentos mais duros do isolamento social”, acrescenta o economista.

Todas as 20 cidades que compõem a Região Metropolitana de Campinas (RMC) também tiveram saldo positivo na abertura de empresas na comparação entre 2021 e 2020, divulgou a Acic.

De janeiro a agosto deste ano, foram abertas na região 13.112 empresas e encerradas 6.658, enquanto que, em 2020, foram ativados 8.128 novos negócios e fechados 6.503.

No comparativo entre os dois anos, houve um aumento de 61,32% das empresas ativas. A Acic pontua, porém, que a quantidade de negócios fechados também cresceu 2,38%.

Cidades que aumentaram nº de empresas abertas de 2020 para 2021

Cosmópolis 227,72%
Holambra 119,61%
Hortolândia 113,11%
Engenheiro Coelho 100%

Aumento de faturamento

Os dados de agosto de 2021, em termos de faturamento, também apresentaram uma elevação de 9,2% em relação ao mesmo mês de 2020 e de 11,06% em relação a julho deste ano em Campinas. A ascensão foi impulsionada pelas vendas de Dia dos Pais.

“A partir de maio de 2021, quando as atividades não essenciais do comércio varejista começaram a ter ampliados os horários de funcionamento e houve avanço na aplicação das vacinas contra a Covid-19, os volumes de vendas passaram a ser maiores do que os registrados em 2020. O faturamento de agosto, no comparativo com o ano passado, cresceu 9,2%”, explica o diretor da Acic, Laerte Martins.

Considerando apenas as vendas físicas, o faturamento em Campinas, em agosto de 2021, foi de R$ 1,146 bilhão, que representa 109,2% na comparação com agosto do ano passado. Na RMC, o faturamento foi de R$ 2,729 bilhões, também significando 109,2% com agosto de 2020.

Dados da inadimplência

A inadimplência na metrópole, no comparativo entre agosto de 2021 e agosto de 2020, teve uma elevação de 1,12%. No período deste ano, foram gerados 188.426 carnês ou boletos não pagos, que correspondem a R$ 135,7 milhões em valores de endividamento dos consumidores.

Já na RMC, foram registrados 448.633 carnês ou boletos não pagos, que resultam no montante de R$ 323 milhões.

“A evolução do varejo em Campinas e Região demonstra uma melhora graças à intensificação do processo de vacinação. Por outro lado, as instabilidades política e econômica começam a fluir negativamente em todo o processo produtivo do país, com reflexos na redução do Produto Interno Bruto (PIB) para valores abaixo dos 4,5% projetados para 2021, podendo cair para 2% até o final do ano”, explica Laerte.

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Campinas: Novo modelo de abrigo de ônibus será levado a nove áreas da cidade

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Foto: Divulgação/Emdec

A espera pelos ônibus do transporte coletivo será realizada com mais conforto e segurança nos bairros de Campinas. Um novo modelo de abrigo foi apresentado pelo prefeito Dário Saadi no dia 16 de setembro de 2021 e será implantado em nove áreas descentralizadas da cidade. A iniciativa é parte da expansão do programa de abrigos adotada pela Secretaria de Transportes (Setransp) e pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).

Chamado de “andorinha”, em alusão a um dos símbolos de Campinas, o protótipo apresentado pelo prefeito está instalado na área interna da sede da Emdec, na Vila Industrial. Adotado por ser um mobiliário de fácil implantação e manutenção, o equipamento possui estrutura metálica e bancos de concreto.

Participaram do lançamento o secretário municipal de Transportes, Vinícius Riverete; e o presidente da Emdec, Ayrton Camargo e Silva.

“Com estes equipamentos, levaremos mais dignidade, acessibilidade e qualidade ao transporte coletivo de Campinas”, destacou o prefeito Dário Saadi.

O secretário de Transportes, Vinícius Riverete, reforçou que “estamos privilegiando o passageiro do transporte coletivo nas regiões mais afastadas do Centro da cidade. É um projeto ousado, que qualificará os pontos de parada em áreas que nunca, na história do transporte coletivo, foram priorizadas para implantação de abrigos”.

“Com todo o respaldo do prefeito Dário Saadi, estamos concentramos esforços para qualificar os pontos de parada, com a implantação gradativa de abrigos em todos os locais de embarque. É mais qualidade para o sistema de transporte coletivo, desde o início do trajeto do passageiro, que é a espera pelo ônibus”, destacou o presidente da Emdec, Ayrton Camargo e Silva.

Na primeira etapa do programa, 100 abrigos serão instalados em nove áreas da cidade, por empresa privada, como contrapartida pela instalação de empreendimento no município. Serão contemplados pontos de embarque sem cobertura localizados nas seguintes áreas: Amarais, Anhumas, Barão Geraldo, Campo Grande, Nova Aparecida, Ouro Verde, Sousas, Região Sudeste e Viracopos.

A implantação inclui adequação do local, aterramento e medidas de acessibilidade. A escolha dos locais considera a demanda de passageiros do transporte coletivo, além da proximidade de escolas ou postos de saúde

Confira, no mapa, as regiões contempladas e distribuição dos 100 abrigos:

Conheça as características do abrigo “andorinha”:

  • Estrutura metálica;
  • Bancos em concreto, com três assentos, sendo um deles destinado às pessoas obesas;
  • Identificação visual: relação das linhas de ônibus que atendem ao ponto;
  • Acessibilidade: espaço delimitado para cadeirantes, instalação de sinalização tátil de alerta e piso direcional;
  • Medidas: 3 metros por 1,8 metro.

Além de ampliar o conforto e a segurança dos passageiros durante a espera pelo ônibus, a iniciativa estende aos bairros a qualificação dos pontos de embarque, até então centrada principalmente na região central e corredores do transporte. Outros benefícios do programa são a revitalização da paisagem urbana nas regiões impactadas e melhoria da acessibilidade.

“A implantação dos novos abrigos é parte de um projeto mais amplo de qualificação do transporte coletivo, que segue a política pública adotada pela Secretaria de Transportes, em 2021”, reforça o secretário Riverete.

O presidente da Emdec enumera as ações realizadas nesse contexto: “ampliação das faixas exclusivas de ônibus, que resultam em mais agilidade nas viagens; e revitalização de terminais urbanos, que traz mais conforto aos passageiros”, detalha Camargo e Silva.

Abrigos implantados

Além do lote de 100 novos equipamentos, a Setransp e a Emdec já implantaram, entre os meses de janeiro e setembro, quase 80 abrigos no município, com padrão visual semelhante aos da Avenida Francisco Glicério. Foram 38 novos abrigos implantados por meio de concessão pública, na região central e principais corredores do transporte coletivo. Outros 41 foram viabilizados por meio de contrapartidas de polos geradores de tráfego, beneficiando diversas regiões da cidade.

O programa de abrigos comandado pela Setransp e pela Emdec busca solucionar a demanda atual de pontos sem cobertura. São 1,5 mil pontos de embarque, que apresentam maior demanda de passageiros, sem abrigos. Desse total, cerca de 1,1 mil estão localizados em vias pavimentadas e terão a implantação de abrigos priorizada.

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Campinas aumenta em 5 vezes cobertura verde em 20 anos, mas índice é menor que média estadual

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'Verde Novo': Campinas tem 14,4% de cobertura verde, índice menor que média estadual

‘Verde Novo’: Campinas tem 14,4% de cobertura verde, índice menor que média estadual

Campinas (SP) aumentou em cinco vezes o percentual do território coberto com área verde nos últimos 20 anos, mas o índice atual, de 14,4%, é abaixo da média registrada no estado de São Pauolo, que é de 22,9%.

Em 2020, Campinas contabilizava 2,2 mil hectares de área verde, o que representava 2,85% do território. Atualmente, são 11,4 mil. Para Fabiana Barbi, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp, mensurar a cobertura verde é cercada por desafios, mas é certo que a cidade pode evoluir.

“Sempre há um desafio metodológico a gente saber a porcentagem, o número de árvores para as áreas urbanas, mas sem dúvida nenhuma sempre dá para melhorar”, afirma Fabiana.

Evolução da cobertura verde em Campinas

  • 2000: 2.263,77 hectares (2,85% do território)
  • 2010: 5.620,78 hectares (7,07% do território)
  • 2016: 9.460 hectares (11,5% do território)
  • 2018: 10.986 hectares (13,81% do território)
  • 2021: 11.435 hectares (14,4% do território)

Para Rogério Menezes, secretário do Verde em Campinas, a comparação com o índice estadual não reflete a realidade, já que cada cidade ou região tem um perfil diferente.

“O estado não é homogêneo, não dá para você comparar uma coisa com outra. Evidentemente que nós ocupamos com agricultura, com desenvolvimento econômico e com o próprio crescimento da cidade, não só de Campinas, mas dessa região que é metropolitana. Se a gente comparar com o passado, nós diríamos que avançamos bastante”, diz Menezes.

VÍDEOS: veja o que é destaque na região de Campinas

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Campinas divulga resultado preliminar de julgamento das propostas de antecipação dos precatórios

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A Secretaria de Finanças de Campinas (SP) divulgou nesta terça-feira (28) o resultado preliminar do julgamento das propostas de antecipação dos precatórios, em projeto da prefeitura para acertar dívida com credores com pelo menos 40% de desconto. A relação pode ser conferida no Diário Oficial.

A administração municipal informou que, das 37 solicitações protocoladas, somente uma foi indeferida. O contribuinte tem até 15 dias para pedir revisão da decisão.

Já o resultado final dos julgamentos está marcado para ser publicado em 15 de outubro. Em sequência, no dia 22, os acordos serão encaminhados ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que receberá os valores e fará os pagamentos.

De acordo com a prefeitura, os precatórios deste primeiro edital contabilizam cerca de R$ 8 milhões – a previsão inicial da administração era movimentar R$ 180 milhões.

VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

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