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Casos de varíola dos macacos sobem em Campinas e mais 3 cidades registram infectados; região soma 29 diagnósticos

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A coceira da varíola dos macacos passa por diferentes estágios até a formação de lesões de pele — Foto: UKHSA

Subiu para 29 o número de casos de varíola dos macacos na região de Campinas (SP). Nesta sexta-feira (5), o boletim da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta mais dois registros de infectados na metrópole, que soma 20, e outras três cidades entraram para a lista: Hortolândia, Amparo e Jaguariúna.

A principal forma de transmissão tem sido via contato íntimo e sexual. O período de incubação desta doença varia de 5 a 21 dias.

“O atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. O vírus da Monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual”, disse a Saúde de SP, em nota.

Casos de varíola dos macacos estão em 8 cidades da região

No estado, o total chega a 1.404 casos positivos da doença nesta sexta, que se manifesta por lesões na pele, podendo estar associadas a febre e gânglios inflamados.

O avanço da varíola tem sido classificado como de “crescimento exponencial”, segundo a infectologista da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi, disse ao g1.

Até a última quarta-feira (3), a região tinha 22 casos confirmados em cinco cidades, e o estado inteiro computava 1.184, uma diferença de 220 casos a menos em dois dias.

“Continuaremos tendo ainda um crescimento exponencial porque falhamos muito na comunicação com os grupos que têm maior risco de exposição e adoecimento. Falhamos nas orientações para divulgar quem são esses grupos e o que eles devem fazer para diminuir o risco de adoecimento, o que eles devem fazer para não transmitir”, avaliou a infectologista na quarta.

20 casos em Campinas

Após confirmar a segunda mulher com o vírus monkeypox nesta quinta (4), a metrópole contabiliza dois novos casos nesta sexta. O total é de 20 diagnósticos positivos.

O g1 procurou a Secretaria de Saúde de Campinas para ter mais detalhes dos dois novos infectados, e aguarda retorno.

1º caso em 3 cidades

A Prefeitura de Jaguariúna informou que o paciente infectado é um homem de 23 anos. Apresentou poucas lesões no rosto, no braço e na palma da mão. Ele havia viajado para o Rio de Janeiro antes do início dos sintomas. O jovem está em isolamento.

A Secretaria de Saúde de Amparo disse que o morador que contraiu o vírus monkeypox é um homem de 29 anos também com histórico de viagem para o Rio de Janeiro. Ele está em isolamento domiciliar e passa bem.

A Prefeitura de Hortolândia informou que o paciente é um homem de 36 anos que mora na cidade, mas trabalha em Campinas. Por conta disso, a Secretaria de Saúde disse que não é possível estimar se é um caso autóctone (de transmissão comunitária) ou importado. Ele está em isolamento domiciliar.

Imagem de pessoa infectada pela varíola dos macacos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Como se dá a verificação de casos suspeitos

  • Paciente deve observar:
  • aparecimento súbito de erupção cutânea única ou múltipla, em qualquer parte do corpo;
  • pode ter ou não febre;
  • pode ter ou não crescimento dos gânglios (linfonodos);
  • apuração de vínculos: contato íntimo ou contato com sintomáticos de monkeypox ou histórico de viagem para país com casos positivos ou contato com pessoas que estiveram em país com infectados.
  • No atendimento médico:
  • procurar quando notar a lesão no corpo;
  • o profissional de saúde deve levantar a suspeita já na triagem;
  • paciente passa por avaliação médica;
  • colhe amostras para exame, enviado ao Instituto Adolfo Lutz em SP;
  • Vigilância Sanitária é comunicada;
  • apuração sobre contatos conhecidos do paciente;
  • paciente recebe orientações sobre isolamento e segue em acompanhamento.
  • Se for necessário, é internado em isolamento.

Além do contato sexual, o Ministério da Saúde informa sobre transmissão do vírus por meio de secreções respiratórias e objetos recentemente contaminados. O período de infecção só termina quando as lesões em forma de crostas desaparecem da pele, que volta a ficar íntegra.

Ainda não há previsão para vacinação contra a varíola dos macacos.

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Campinas participa da vigília nacional em prol da democracia

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Campinas teve na quinta-feira (11) duas manifestações populares em defesa da democracia, das eleições de outubro e de respeito aos resultados das urnas. Um dos atos foi realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a leitura de duas cartas destacando a importância da preservação do estado democrático de direito, evento que se repetiu em 22 capitais brasileiras. Também ocorreu manifestação no Largo do Rosário, no Centro.

Apesar do frio no período da manhã, o Teatro de Arena da Unicamp, que tem capacidade para 800 pessoas, ficou tomado durante a leitura do “Manifesto da Unicamp pela Democracia” e da “Carta às Brasileiras e Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito!”, elaborada pela Faculdade de Direito da USP. A ação, que também foi transmitida pelo canal da instituição no YouTube, foi uma iniciativa conjunta da reitoria, da Associação dos Docentes da Unicamp (ADunicamp), do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) e da Associação Central de Pós-Graduação da Unicamp (APG).

O ato contou com a participação de professores, funcionários, alunos, cinco ex-reitores, políticos de Campinas e da região. A coordenadora-geral da Unicamp, Maria Luiza Moretti, representou o reitor Antonio José de Almeida Meirelles, que esteve em São Paulo participando da manifestação na USP. A cerimônia teve um forte peso político, com o público se manifestando durante os discursos em favor da democracia e das eleições.

Várias vezes foram repetidas a frase “Fora Bolsonaro”, referência ao presidente da República e candidato à reeleição, que tem atacado sistematicamente o processo eleitoral, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de defender o golpe militar de 1964 e insinuar repetidamente a possibilidade de uma nova ruptura institucional. Em algumas oportunidades foi gritada a frase “Lula lá”, menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também disputará o Palácio do Planalto em outubro.

Apesar dessas reações, poucas pessoas usavam camiseta ou outra peça com referência a candidatos ou partidos políticos. Além da democracia e eleição, a manifestação da Unicamp também defendeu o ensino público gratuito e a ciência.

Durante seus discursos, os ex-reitores da universidade lembraram outras oportunidades em que a instituição se posicionou a favor do estado democrático de direito e contra a ditadura militar, que durou de 1964 a 1985, e a intervenção que sofreu entre 1981 e 1982. 

A escolha da data de 11 de agosto para a realização da manifestação nas universidades se deve ao fato de ser nesse dia, em 1827, que o imperador D. Pedro I decretou a instalação de cursos jurídicos no Brasil. 

O manifesto da Unicamp foi lido pela professora Andréa Galvão, enquanto a carta da USP foi apresentada por Silvia Santiago, diretora-executiva de Direitos Humanos da Unicamp, e por Rodolfo Ilari, professor emérito da universidade. Na sequência, o público acompanhou a transmissão da leitura realizada na Faculdade de Direito da USP. 

A outra manifestação em favor da democracia foi realizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), sindicatos, partidos políticos, estudantes e entidades sociais no Largo do Rosário, reunindo cerca de 100 pessoas. Durante o ato, várias pessoas se pronunciaram a favor das eleições em outubro e do respeito aos resultados do pleito. Após os pronunciamentos, os manifestantes realizaram uma passeata pela Avenida Francisco Glicério até o Largo do Pará. Eles ocuparam duas fixas da via, o que deixou o trânsito lento. Não foi registrado qualquer incidente.

“Temos que apoiar toda e qualquer manifestação pela democracia. É essencial, principalmente neste momento em que é preciso reafirmar os princípios democráticos”.

José Henrique Rodrigues Torres, representante da Associação dos Juízes pela Democracia

“Esse é um momento histórico, um dia de orgulho de ser da Unicamp. Estamos vivendo um desmonte que vai além da democracia. Temos que ter responsabilidade e respeito pelas mulheres, LGBTs e negros. As pessoas devem ser valorizadas. Com responsabilidade, respeito e uma pitadinha de carinho, vamos derrotar os que se dizem democratas e não colaboram com a sociedade”.

Elisiene Lobo, representante do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU)

“A democracia está sendo atacada de forma acintosa, de uma forma que não foi nas últimas quatro décadas e por pessoas públicas, pela Presidência, que deveria defender a democracia. É uma defesa que deve ser estendida a todas as pessoas, independente da raça, gênero, orientação sexual e classe social. Todas as pessoas devem ser tratadas da mesma maneira”.

Paulo Cesar Centoducatte, presidente da Associação dos Docentes da Unicamp

“Este é um momento de luta em defesa da democracia. Nós precisamos nos alimentar desse momento, não é apenas uma carta. Precisamos assumir que, para que isso seja possível, muitas pessoas lutaram. Fora Bolsonaro! Viva a democracia!”

Renan Oliveira, representante da Associação Central de Pós-Graduação da Unicamp (APG)

“Este é um marco histórico, é o compromisso com a democracia. Isso nos faz dar as mãos em um momento em que temos que encarar o mal que nos espreita. É o mal que deprecia a democracia e seus princípios. Fora Bolsonaro”.

Carlos Vogt, reitor de 1990 a 1994

“A Unicamp sempre se posicionou na luta pela democracia e é essa história que temos que defender”.

José Martins Filho, reitor de 1994 a 1998

“É hora de tomar uma posição clara e decisiva em defesa do estado democrático de direito, liberdade, educação e ciência”

Fernando Ferreira Costa, reitor de 2009 a 2013

“Esse ato, sem dúvida nenhuma, se estabelece na história dessa universidade, que sempre se posicionou em favor da democracia, da liberdade. É uma instituição preocupada com o melhor para a sociedade brasileira. Sem democracia não há cidadania. A cidadania somente se cumpre com a educação”.

José Tadeu Jorge, reitor de 2005 a 2009 e de 2013 a 2017

“Esse é um momento importante, decisivo para o nosso país. Nós nos encontramos em um momento de insegurança, incerteza e pessimismo com o futuro. Parece incrível que nós tenhamos que nos reunir aqui pela democracia, que parecia algo tão solidificado”.

Marcelo Knobel, reitor de 2017 a 2021

“As universidades públicas paulistas estão juntas em defesa da democracia no país. Não podemos esquecer o que o passado nos ensinou, o que está nas escritas, nos livros. Infelizmente, o nosso regime militar inspirou a ditadura em vários países latino-americanos”.

Maria Luiza Moretti, coordenadora-geral a Unicamp

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Campinas recebe recital gratuito com o violista Gabriel Marin

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Neste sábado (13), o violista Gabriel Marin será o convidado da série Encontros do Conservatório Carlos Gomes, em Campinas. Apresentação com o músico começa a partir das 15h e será gratuita e aberta ao público em geral. 

Marin vai fazer um recital, além de dar uma aula aberta e conversar sobre a sua profissão e a versatilidade da viola na música. Natural de Piracicaba, ele foi aluno do conservatório, estudou na Dinamarca e participou do Verbier Festival & Academy, na Suíça. Hoje, ele é violista do Quarteto Carlos Gomes e da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp). Também é fundador e idealizador do Encontro Campestre de Violas e professor de viola e coordenador de Música de Câmara no Instituto Baccarelli.

PROGRAME-SE

“Encontros do Conservatório Carlos Gomes”

Quando: sábado, (13/08) às 15h

Onde: Conservatório Carlos Gomes – R. José Freitas Amorim, 155, Jd. Santa Cândida

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CÂMARA DE VALINHOS APROVA CARTÃO PARA GESTANTES USAREM VAGAS DE ESTACIONAMENTO

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A ideia é que o cartão da gestante funcione de forma semelhante ao cartão oferecido aos idosos

Os vereadores aprovaram por unanimidade na sessão desta terça-feira (9), o projeto de lei cria um cartão para as gestantes de Valinhos usarem nas vagas de estacionamento reservadas. A proposta é de autoria da vereadora Simone Bellini (Republicanos) e tem o objetivo de facilitar a locomoção de mulheres grávidas na cidade.

Caso o projeto seja sancionado pela prefeita Lucimara (PSD), o cartão deverá ser emitido pela Secretaria de Mobilidade Urbana e terá validade de 24 meses, compreendendo todo o período gestacional e os primeiros meses de vida da criança.

Simone Bellini (Republicanos)

O texto aprovado na Câmara também traz diretrizes para a implantação de vagas específicas para mulheres grávidas, com dimensões um terço maior do que as vagas comuns, e sinalização adequada.

Em entrevista à TV Câmara, Simone Bellini afirmou que a ideia é que o cartão da gestante funcione de forma semelhante ao cartão oferecido aos idosos. “Da mesma forma que temos o cartão do idoso, agora vamos ter o cartão da gestante. Esse cartão tem a duração de 24 meses justamente para pegar toda a gestação e o nascimento do bebê, para essa mãe ter um acolhimento melhor”, afirmou.

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