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Uma das entradas do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp — Foto: Reprodução/EPTV

Uma das entradas do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp — Foto: Reprodução/EPTV

Em meio ao avanço da pandemia que fez Campinas (SP) ultrapassar a marca de 6 mil infectados pelo novo coronavírus, outro indicador chama atenção da saúde na cidade: 30% dos internados por causa da doença em UTIs municipais e do Hospital de Clínicas da Unicamp precisam de hemodiálise.

Os dados foram obtidos pelo G1 com a Rede Mário Gatti, estrutura da qual fazem parte os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, e com a infectologista e professora da universidade estadual Raquel Stucchi. A cidade registrou 236 mortes provocadas pela doença até a terça-feira (23). Veja perfis das vítimas.

Reflexos da doença

A hemodiálise consiste na filtração do sangue por meio de um equipamento que cumpre a função do rim. A Rede Mário Gatti destaca que, em média, 7% dos pacientes em terapia intensiva precisam deste tipo de procedimento, mas o percentual sobe quando analisado o perfil de diagnosticados com Covid.

“A maioria dos pacientes que ficam graves com Covid-19 são idosos ou tem outras doenças de base como hipertensão e diabetes que já causam um comprometimento renal, agravando a necessidade da hemodiálise”, diz a Rede, que preferiu se manifestar por nota, apesar do pedido de entrevista do G1.

Coronavírus em Campinas
Evolução diária a partir do registro do 1º caso, em 13 de março
Fonte: Prefeitura de Campinas e Estado (dia 02/05)*

Entre as 236 vidas perdidas contabilizadas até a tarde de terça-feira (23), a maioria tem mais de 60 anos e doenças preexistentes. Profissionais ouvidos pela reportagem relataram que não há falta de equipamentos ou destes serviços nos dois hospitais municipais de Campinas.

“Por enquanto não houve falta de assistência, mas há sempre preocupação”, falou um servidor.

“Assim como a Rede e a Secretaria de Saúde estão ampliando leitos, também se está assegurando a capacidade de realização deste procedimento para aqueles que dele necessitam”, diz texto do Executivo. A prefeitura não informou, até a publicação, quantos atendimentos são feitos diariamente.

Reflexos na estrutura

A professora da Faculdade de Ciências Médicas e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia Raquel Stucchi explica que o percentual calculado nas UTIs do SUS Municipal se repete no HC da Unicamp. Além disso, ela explica que este índice também é parecido com publicações realizadas nos continentes europeu e asiático, embora em Nova York, Estados Unidos, o patamar tenha sido inferior.

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A infectologista da Unicamp Raquel Stucchi — Foto: Reprodução / EPTV

A infectologista da Unicamp Raquel Stucchi — Foto: Reprodução / EPTV

“É um dado que pode preocupar porque não basta você ter a unidade de terapia intensiva. Você precisa ter UTI com pessoas capacitadas e um serviço que tenha disponibilidade de fazer hemodiálise nos pacientes que precisarem”, diz ao ponderar sobre a demanda crescente na região.

De acordo com ela, até o momento a demanda está dentro do controle no HC da Unicamp. “A causa da insuficiência renal é tanto por ter um paciente numa fase mais crítica, às vezes fica com pressão muito baixa e o rim tem menor oxigenação, como também faz parte daquelas alterações vasculares que a gente sabe que o coronavírus também dá, microtrombos, e precisa da hemodiálise”, explica Raquel.

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Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença — Foto: Foto: Infografia/G1

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