Segundo a CPFL Renováveis, a barragem do Salto Grande deixará de ser alto risco na próxima reclassificação

Cedoc/RAC

Segundo a CPFL Renováveis, a barragem do Salto Grande deixará de ser alto risco na próxima reclassificação


A CPFL Renováveis — administradora da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) da Represa de Salto Grande, em Americana — emitiu nota oficial explicando que a barragem não é mais de “alto risco”, por conta de investimentos realizados ainda em 2017. A empresa informou que espera que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), órgão fiscalizador, atualize a lista da reclassificação do risco. A nota foi emitida a pedido da Prefeitura de Piracicaba, já que a população ficou alarmada com uma notícia veiculada por uma emissora de TV de que a cidade poderia ser “varrida do mapa” caso a barragem de Americana rompesse. A represa foi classificada como de alto risco a partir de um levantamento feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2017.

A notícia pegou a população de Piracicaba de surpresa e casou pânico. Por conta da extrema preocupação, moradores passaram a procurar a Defesa Civil do município e o Serviço de Informação à População (SIP), assustados com a reportagem. O prefeito Barjas Negri (PSDB) então fez contatos com a CPFL Renováveis e com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, sendo tranquilizado por ambos.

No mesmo dia, a CPFL Renováveis divulgou uma nota oficial esclarecendo que, em razão de investimentos feitos no ano de 2017, a PCH de Americana não é mais uma barragem de “Alto Risco”. “A empresa informou o órgão fiscalizador e aguarda a publicação da reclassificação do risco”, divulgou.

A empresa informou que a PCH Americana possui suas edificações e instalações em perfeitas condições de segurança e aptas para geração em sua plena capacidade.

A companhia informa ainda que atende todos os requisitos previstos na Lei de Segurança de Barragens (Lei Federal 12.334/2010) e realiza ações preventivas por meio de inspeções regulares de segurança e monitoramento contínuo das condições estruturais da barragem, garantindo assim a segurança e integridade, concluiu a nota.

A Prefeitura de Americana republicou a mesma nota em suas redes sociais.

Sem licença

Operando sem a regularização do licenciamento ambiental há cinco anos, a PCH (Pequena Central Hidrelétrica) de Americana é alvo de um inquérito civil do MP (Ministério Público) instaurado na última semana para investigar a segurança da barragem, na Represa de Salto Grande.

Além de apurar a existência e a respectiva validade da licença ambiental e de outorga (do direito) de usar a água do barramento, o inquérito vai investigar as condições de segurança da represa.

Segurança

Antônio Carlos Zuffo, professor da faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em previsão de enchentes, planejamento de recursos hídricos e drenagem urbana, destaca que as barragens para retenção de água são completamente diferentes das barragens de rejeito de minérios e, por isso, são mais seguras.

“A barragem de água é construída de uma só vez porque é projetada para trabalhar com as mudanças de volume”, explica.

De acordo com ele, as barragens de rejeitos de minérios são feitas em estágios e degraus. “É uma coisa sobre a outra e tem areia, enxofre, cal, carvão, vira uma pasta. Por isso a destruição é muito grande quando se rompe”, aponta.

O professor afirma que são raros os casos de barragens de água que se rompem. “As que rompem são as pequenas, os açudes, porque geralmente não têm projeto e nem controle. As grandes são seguras — têm projeto, controle e são instrumentalizadas. Se acontece de ter algum problema, tem formas de esvaziar, depressionar o nível, fazer a recuperação e depois encher de novo. Isso não dá para fazer com as de rejeito”, avalia.

Escrito por:

Francisco Lima Neto


Fonte: RAC

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