Alunos catalogam árvores e animais em diferentes regiões; data foi instituída pela ONU para lembrar importância da diversidade biológica

Estudantes das Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais em diversas regiões do Estado estão dando exemplo de preservação da biodiversidade, cujo dia, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, se comemora nesta sexta-feira (22).

Na Etec Engenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros, localizada em Iguape, por exemplo, alunos do curso técnico de Agropecuária integrado ao Ensino Médio e do curso técnico de Florestas estão ajudando a criar um pomar clonal no viveiro de mudas da unidade. O local servirá para pesquisa e preservação da cataia, espécie muito encontrada no Vale do Ribeira e norte do Paraná.

A população caiçara presente na região costuma usar as folhas da planta nativa da Mata Atlântica como tempero e para a produção de cachaça, entre outras finalidades. Com a crescente comercialização destes produtos, o extrativismo indiscriminado pode, a médio prazo, levar a espécie à extinção.

“Atualmente, a colheita é feita na mata, sem critério algum, pois a cataia ainda não é uma planta cultivada”, explica o coordenador de ambos os cursos e idealizador do projeto, Sebastião Andriello Neto. “O objetivo do nosso pomar é desenvolver o plantio comercial da espécie, fora do habitat natural, como alternativa ao desmatamento da floresta.”

A ideia, ele explica, é incentivar os estudantes a transformarem as pesquisas desenvolvidas na escola em trabalhos de conclusão de curso (TCC) a cada semestre, uma vez que os estudos são de longo prazo.

“Uma árvore de cataia demora cerca de cinco anos para se desenvolver totalmente. Começamos entendendo o crescimento e outras características e, no futuro, poderemos envolver alunos de outros cursos, como Administração e Turismo Receptivo, para agregar valor à comercialização da espécie.”

Censo arbóreo

Na Fatec Jahu, estudantes do curso superior tecnológico de Meio Ambiente e Recursos Hídricos recensearam as árvores da cidade a pedido da prefeitura. “O mapeamento e a catalogação dessas plantas são fundamentais”, explica o professor do curso Jozrael Rezende.

“Por meio da sistematização das informações é possível que empresas e poder público se orientem para escolher as espécies mais adequadas para cada localização. Além disso, o diagnóstico da situação de cada árvore ajuda na prevenção de acidentes, como a queda de galhos e troncos, que podem representar sérios riscos, além de prejuízos à rede elétrica”.

Uma das conclusões do censo arbóreo, que começou em 2017, foi que as praças podem desempenhar, além das finalidades sociais e estéticas, algumas funções ambientais, como climatológicas e hidrológicas.

Reflorestamento natural

Em Campinas, também em 2017, 35 estudantes do curso técnico de Meio Ambiente da Etec Conselheiro Antonio Prado, conhecida na cidade como Etecap, realizaram trabalho semelhante. Eles fotografaram cerca de 30 espécies de pássaros em uma área verde de 150 mil metros quadrados ao lado da unidade, a Fazenda Santa Elisa.

O objetivo foi identificar aquelas que poderiam auxiliar no reflorestamento por meio da disseminação de sementes, e catalogar as informações colhidas.

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