Governador João Doria em entrevista coletiva na sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Total de contágios, internações e óbitos tem crescido muito rapidamente e preocupa equipe de Saúde. Inicialmente, mudança deveria ocorrer no dia 05 de fevereiro

ADAMO BAZANI

De forma extraordinária, o governo do Estado de São Paulo, anunciou nesta sexta-feira, 15 de janeiro de 2021, a reclassificação das regiões nas fases do plano contra a covid-19.

Os municípios da região de Marília, no interior paulista, que estavam na fase laranja regridem para a fase vermelha do plano, a mais restritiva, com permissão apenas de atividades essenciais.

As regiões de Bauru, Araçatuba, São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto,Piracicaba e Taubaté que estavam na fase amarela passam para a fase laranja, o segundo maior grau de restrição.

Presidente Prudente permanece na fase laranja.

A decisão foi tomada devido ao avanço da covid-19 no Estado de São Paulo

A capital e a região metropolitana permanecem na fase amarela, assim como as demais áreas no estado.

Com esta nova atualização, 67% da população do Estado de São Paulo estarão sob a fase laranja

Agora, na etapa amarela, estão Grande São Paulo e as regiões de Araraquara, Baixada Santista, Barretos, Campinas e São João da Boa Vista.

A nova classificação passa a valer a partir de segunda-feira, 18 de janeiro de 2021.

Na entrevista coletiva, o governador João Doria afirmou que em conversas com o promotor Mário Sarrubo, do Ministério Público do Estado de São Paulo, foi acertado que a promotoria tomará medidas na Justiça contra os prefeitos que desrespeitarem as fases do plano.

43 cidades em alerta

Em nota, o Governo do Estado informou que também colocou em alerta 43 cidades que, independentemente da classificação de suas regiões, estão com ocupação hospitalar de pacientes graves com coronavírus acima de 80%. A recomendação é que as Prefeituras determinem a restrição total de atividades não essenciais para aliviar a pressão sobre hospitais públicos e particulares.

Os municípios em situação de alerta são Américo Brasiliense, Amparo, Apiaí, Areias, Artur Nogueira, Avaré, Bauru, Birigui, Caçapava, Carapicuíba, Cruzeiro, Embu das Artes, Fernandópolis, Ferraz de Vasconcelos, Franca, Franco da Rocha, Ilha Solteira, Itapecerica da Serra, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Itatiba, Jacareí, Mairiporã, Marília, Matão, Mogi das Cruzes, Novo Horizonte, Ourinhos, Paulínia, Pederneiras, Porto Feliz, Presidente Prudente, Promissão, Santa Cruz do Rio Pardo, São Manuel, Serrana, Socorro, Sorocaba, Tatuí, Taubaté, Tupã, Valinhos e Votuporanga.

A atualização estava prevista para ocorrer no dia 05 de fevereiro, mas o ritmo do avanço da doença tem preocupado a equipe de Saúde da gestão do governador João Doria.

Para uma região mudar ou permanecer nas fases são levados em conta critérios como tava de contaminação, internações (ocupação de leitos) e mortes.

A reclassificação anterior ocorreu no dia 08 de janeiro de 2021, com 90% do Estado ficando na fase amarela, com restrições médias das atividades econômicos e circulação, e 10% na fase laranja, a segunda mais rígida, com as regiões de Registro, Sorocaba, Marília e Presidente Prudente.

REVISÃO DE CRITÉRIOS:

Os critérios do Plano São Paulo foram revistos na primeira semana de janeiro diante do crescimento dos casos, óbitos e internações pela covid-19.

As regras para mudança de fases ficaram mais duras, mas as permissões dentro de cada fase mudaram, com mais atividades permitidas na fase laranja e horário mais amplo de atendimento.

Todas as atividades permitidas foram autorizadas a funcionar oito horas por dia (antes eram quatro horas) e a ocupação dos estabelecimentos na fase laranja passou de 20% para 40% da capacidade.

O atendimento presencial em todos os estabelecimentos na fase laranja passou a ser até 20h.

FESTAS:

No período de festas, entre os dias 25 e 27 de dezembro e entre 01º e 03 de janeiro somente serviços essenciais vão funcionar. Na prática é como todo o Estado de São Paulo retrocedesse para a fase vermelha nestes dias e na fase amarela nos demais dias. A região de Presidente Prudente tinha sido reclassificada em 22 de dezembro para a fase vermelha, mesmo fora do período de festas.

TRANSPORTES: OFERTA MAIOR QUE DEMANDA E FONTES EXTRA-TARIFÁRIAS:

Toda alteração no Plano São Paulo é acompanhada de perto pelo setor de transportes.

Nos casos de flexibilização maior há impactos diretos na demanda de passageiros de ônibus, trens e metrô, e também aumento no trânsito de veículos particulares.

Em relação ao transporte público, de acordo com os especialistas, o ideal é ampliar a oferta de ônibus e composições num percentual maior que o da demanda para evitar superlotação e risco maior de contágio. Ao mesmo tempo, tem sido um desafio manter os sistemas economicamente sustentáveis com uma oferta maior que a demanda, num cenário ideal de operação neste momento.

O consenso é que os sistemas de transportes não devem depender apenas das tarifas, mas obter formas de subsídios externos para a continuidade dos serviços.

DECRETO E FASES:

Diário do Transporte mostrou no dia 29 de maio de 2020, a gestão João Doria publicou o decreto 64.994, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com as regras para as mudanças de fases nas cidades.

A região metropolitana foi dividida em cinco sub-regiões, mas agora foi unificada.

Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairporã;

Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano

Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;

Sudoeste: Cotia, Embu,Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;

Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba

São cinco fases. No decreto, a equipe de Doria também detalha quais as atividades permitidas em cada uma destas fases:

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)

Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.

– Segurança: serviços de segurança pública e privada.

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 40%, horário reduzido para oito horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos.  Foram incluídos na atualização dos critérios as atividades de salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. Ainda de acordo com a atualização anunciada em 08 de janeiro de 2021, todas as atividades permitidas puderam funcionar oito horas por dia (antes eram quatro horas) e a ocupação dos estabelecimentos na fase laranja passa de 20% para 40% da capacidade.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades

Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos, salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. O governo do Estado antecipou para esta fase as academias, parques e salões de beleza e barbearias.

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte: Diario do Transporte

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Um comentário

  1. Qwgpaf

    05/05/2021 at 2:34 am

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