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Leandro Ferreira/AAN

Calçadas de mosaico português em vários bairros de Campinas, sobretudo na área central, ainda trazem o símbolo da “Cidade das Andorinhas”. A ave migratória está lá, em pedras negras, criando o contraste com os elementos brancos e outros desgastados pelo tempo. Tempo que é recorrentemente lembrado por uma geração de cabelos brancos, saudosos do balé destes pássaros hoje cada vez mais raros na metrópole.

Se não há mais bandos de andorinhas por aí, também não há mais cisnes no lago que outrora embelezava o Viaduto Miguel Vicente Cury. Nem a praça. Agora, o ritmo frenético da urbe passa por lá todos os dias, num terminal que serve milhares de campineiros e outros tantos que moram em cidades da região.

A memória da Campinas de outrora, porém, não deve ser evocada como sinônimo de declínio. A cidade é prova viva das transformações urbanas, arquitetônicas e viárias, para ficar nos exemplos mais evidentes de quem vivencia o cotidiano da metrópole, sede da RMC e referência nacional em educação, tecnologia, ciência, logística e mão de obra qualificada, entre outras virtudes.

A capacidade de renascimento de Campinas e de seu povo também pode ser contada pelos livros de história e pelos relatos de famílias centenárias, que ainda trazem nas lembranças o flagelo da febre amarela, que quase dizimou a população no final do século 19. A doença matou aproximadamente 2 mil pessoas e provocou forte êxodo urbano e rural, numa época em que o ciclo do café ditava o jogo econômico, fazendo da cidade importante eixo de crescimento. A epidemia foi enfrentada por médicos abnegados, que emprestaram conhecimento e dedicação para resistir à tragédia.

Esse traço de povo resiliente segue forte na Campinas que faz hoje 245 anos, uma população que aprendeu a lidar com percalços, que é guardiã de sua memória e que dá mostras de que sabe se reiventar na crise.

É este conceito de cidade em transformação que o leitor do Correio encontrará nesta edição especial sobre o aniversário de Campinas. As Sete Maravilhas de Campinas, eleitas por internautas em votação do próprio Correio, em 2007, estão aqui devidamente resgatadas, além de outros encantos que orgulham o campineiro.

Uma cidade em movimento se faz com trabalho, mas também com a sabedoria de compreender que o passado não é necessariamente melhor que o presente, mas sim retrato de época, que impõe capacidade de adaptação e força para seguir em frente.

Confira as Sete Maravilhas de Campinas e outros encantos:

Escrito por:

Agência Anhanguera de Notícias

Fonte: RAC

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