A Via Perimetral de Interligação dos corredores BRT Campo Grande e Ouro Verde foi o que teve as obras iniciadas primeiro e ainda não está pronto. O início das obras começou por ele já que não havia tráfego de veículos e envolvia apenas o trecho desativado do antigo VLT.

A questão é: como que pode um trecho de pouco mais de quatro quilômetros não estar pronto quase três anos depois do início das obras? Andando pelo corredor todo, nota-se que grande parte já foi feito, mas quando chega-se na altura da Rodovia Anhanguera, a decepção chega forte.

A única coisa efetivamente feita e concluída, mesmo que tenha piorado a situação local, foi o cruzamento na região entre os bairros Jardim Miranda e Parque Industrial. Os retornos foram muito mal feitos e mal planejados, causando uma grande confusão. Se um semáforo não for instalado no local quando os ônibus começarem a usar o corredor, muitos acidentes irão acontecer por ali, sobretudo no final dos galpões do antigo Cortume Firmino Costa.

Chegando no trecho que passa sob a Rodovia Anhanguera, há muita terra e pouca obra. A situação se agrava quando chega-se atrás do Supermercado Pague Menos, já no final da Vila Pompéia e do Cidade Jardim. Ali deve ser construída uma ponte, que será financiada pelo supermercado como contrapartida. A questão é que por enquanto quase nada foi feito. Será que os ônibus vão flutuar?

Em um ano todo o trecho do corredor perimetral já deveria estar pronto, mesmo que não fosse ser utilizado. A montagem das estações poderia ficar efetivamente por último, uma vez que não haverá passageiro. Uma situação bizarra acontece na futura estação Bonfim, localizada ao lado da antiga garagem da Viação Caprioli. Ali não há nenhuma saída para o pedestre, ou seja, não tem escada e nem passarela. Quem desembarcar ali não tem por onde sair. O projeto inicial prevê uma escada para que o pedestre possa sair ou entrar da estação. O problema é se ele tiver que caminhar até a Parada Alberto Sarmento do corredor metropolitano da Avenida Lix da Cunha, pois não está prevista nenhuma melhoria nesse pequeno trecho, que poderia muito bem ser interligado.

A falta de vontade de fazer uma obra decente para a população campineira e sem cunho eleitoral é difícil. Agora é restar saber o que a prefeitura pretende com essa prorrogação do prazo de término das obras. Para nós do ODC, a resposta é fácil: a obra fracassou e foi empurrada para o próximo prefeito, mas o ego da administração municipal, arrogante, não deixa eles admitirem isso.

Da Redação ODC.

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