Sistema de transporte está operando com apenas 20% da demanda. Foto: Terminal Parque Dom Pedro, São Paulo.

Entidade que representa as maiores cidades do país leva em consideração que o sistema está atuando com cerca de 20% da demanda e 60% de operação

ALEXANDRE PELEGI

Em ofício enviado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira, O2 de abril de 2020, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) pleiteia que o governo federal invista R$ 2,5 bilhões/mês para que as cidades possam equilibrar o sistema de transporte urbano e enfrentar a crise em decorrência da COVID-19.

No documento, a FNP destaca que o sistema está atuando com cerca de 20% da demanda e 60% de operação, e afirma que os recursos são essenciais para evitar o colapso no serviço de transporte público.

A Frente, que representa as maiores cidades do país, e é presidida por Jonas Donizette, prefeito de Campinas, alerta o governo para “a iminente paralisação do transporte público, que impactará de forma irremediável os municípios, levando ao caos social com a interrupção de serviços essenciais”. E ressalta que “a maioria dos sistemas de transporte não possui qualquer subsídio público”.

O ofício da FNP reforça posição dos governantes municipais apresentada já durante reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no domingo passado, 29 de março.

Na ocasião, o prefeito de Porto Alegre/RS, Nelson Marchezan, vice-presidente de Saúde da FNP, observou que as grandes capitais já registram recessão de serviços.

Anexo ao documento, a FNP encaminhou medidas emergenciais para o transporte público, construídas por entidades do setor.

Entre as propostas, está um programa de transporte social, que consiste na aquisição de passagens pelo Governo Federal. A proposta de que o Tesouro Nacional destine R$2,5 bilhões é, justamente, para subsidiar as passagens. Esse documento foi divulgado pelo Diário do Transporte. Relembre: NTU, Fórum de Secretários e ANTP propõem ao Governo Federal compra imediata de passes de ônibus na ordem de R$ 2,5 bilhões/mês

As entidades signatárias consideram esse valor (R$2,5 bilhões) necessário para equilibrar custos e receitas no setor e para manter em funcionamento mínimo do transporte público por ônibus”, defenderam o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana, a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Fonte: Diario do Transporte

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