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Grupo fará visita guiada a pontos de assombrações em Campinas

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Depois de vídeos no YouTube e gravações de podcasts, o grupo que resgatou as histórias de assombrações em Campinas, inaugura neste sábado (23) uma nova fase do projeto “O que te assombra”.

Os contadores de histórias vão promover visitas guiadas aos locais onde, se diz, ocorreram aparições de vultos de outro mundo; avistamentos de almas penadas, vestígios de assombrações, heranças de maldições.

Chamado de “Tour Assombrado”, o “passeio” começa pelo Largo Santa Cruz, onde aconteceu a história do homem negro, escravizado, chamado de Elesbão – morto por enforcamento e em seguida decapitado, acusado da morte de um capitão, num crime que ele jurou jamais ter cometido. Dizem que até hoje, vez ou outra, o espírito de Elesbão é visto por almas mais sensíveis perambulando pelo Largo Santa Cruz, jurando ser inocente.

O “Tour Assombrado” vai passar ainda pelo Túnel da Vila Industrial – onde muita gente garante que um vulto de grande luminosidade ainda hoje assusta quem pretende atravessar as arcadas do túnel de 160 metros construído em 1918.

Vai passar também pelo cemitério da Saudade e conhecer um pouco mais histórias como a da jovem Maria Jandira, que se suicidou vestida de noiva depois de atear fogo às vestes; ou do Bonde da Morte – quando mortorneiros se recusavam a levar o bonde até o ponto final, no cemitério. (Veja roteiro completo abaixo)

O projeto

Inspirado na obra “Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre, um grupo de contadores de histórias recuperou casos sobrenaturais do período escravagista até a primeira metade do século passado. Ao todo são oito histórias.

Depois, transformaram todo esse material em podcasts e vídeos ilustrados com desenhos feitos à mão, que já estão nos principais agregadores e no YouTube.

O grupo é formado por Thiago de Souza e Silo Sotial (músico e roteirista), Julia Zampieri (jornalista e editora) e Matheus Hass (artista plástico).

A visita guiada deste sábado, terão a participação do “Campinas Secreta” – um grupo de fotógrafos, que vai registrar os passos da visita.

Thiago de Souza diz que a ideia original era colocar todos os interessados numa van e fazer o passeio junto, mas por conta da pandemia, decidiu que haverá um comboio. O passeio é gratuito. Não haverá cobrança de ingressos.

“Tour Assombrado”

8:45 – concentração no largo Santa Cruz – Elesbão e o lago da Forca

09:00 – Saída

09:10 – Chegada no monumento túmulo do maestro Carlos Gomes
Assombração do Carlos Gomes

09:45 – Saída para o Túnel da vila Industrial

09:50 – Chegada no túnel
Relato sobre o Fantasma do Túnel

10:30 – Saída para o cemitério da saudade

10:35 – Chegada ao cemitério
Relato sobre o Bonde da Morte

Assombrações:
Mulher apressada
Fantasma do agasalho
Soldado da Revolução
Maria Jandira
Toninho

12:00 – Retorno ao Largo Santa Cruz – Relato sobre o Fantasma do Elesbão

12:10 – Chegada no Largo Santa Cruz e papo sobre o Elesbão

12:30- Fim

Veja os  episódios do projeto “O que te assombra” – Campinas – disponíveis em podcasts e no You Tube

1º Episódio – No primeiro episódio o grupo traz alguns relatos e hipóteses sobre o Fantasma do Túnel da Vila Industrial, uma ou algumas assombrações relatadas em vários períodos históricos.

2º Episódio – Mostra a história da aparição do espírito de Maria Jandira dos Santos para um funcionário do Cemitério da Saudade. O caso é apenas uma das nuances da história da morte, vida e encantamento dessa entidade milagreira da cidade de Campinas.

3º Episódio – Trata das aparições do espírito de Elesbão. Homem negro escravizado que foi enforcado no local onde se encontra o Largo Santa Cruz, no bairro Cambuí. A alma do homem que nunca assumiu a culpa de suas acusações, continua no mesmo lugar onde houve seu desencarne.

4º Episódio – Apresenta o relato das aparições da menina fantasma, da linha 253, com ponto final no Parque Via Norte. O ponto final do ônibus também é o playground de uma criança de outro mundo.

5º Episódio – Traz a controversa estória de Um Boi incorporado, que dá um recado a um homem escravizado, virando culto, festa e muita polêmica.

6º Episódio – Revive o conto do bonde da Morte. O grupo viaja no bonde que trilhou polêmicas nos anos 30 e que teve como passageiros mistérios e muitas assombrações.

7º Episódio – Apresenta uma testemunha ocular, que narra todas as assombrações e maldições de um dos locais onde ocorrem os maiores números de avistamentos de assombrações em Campinas: a Fazenda Baronesa.

8º Episódio – Traz um dos relatos das aparições do fantasma do maestro Antônio Carlos Gomes. Sim, do autor de Guarani e outras importantes sinfonias, vez ou outra aparece nas imediações de seu monumento-túmulo, na Praça Bento Quirino, perto da Igreja do Carmo

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Acidente em trecho inacabado do Corredor BRT deixa feridos em Campinas

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Acidente entre dois veículos deixou ao menos três feridos na Av. Camucim, em Campinas (SP), na noite deste sábado (4) — Foto: Luiz Henrique Lisboa

Um acidente entre dois veículos na Av. Camucim, na região do Vida Nova, em Campinas (SP), deixou pelo menos três pessoas feridas na noite deste sábado (4), de acordo com a Polícia Militar. A batida ocorreu próximo da Igreja Congregação Cristã, em trecho inacabado do Corredor BRT.

Um morador que passou pelo local reclamou das condições da via, e diz que obra foi abandonada pela prefeitura. O g1 solicitou posicionamento e o texto será atualizado assim que a administração se manifestar.

De acordo com a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 19h20. A informação inicial é de quem um veículo teria atingido outro parado, vindo a capotar no local. Uma das vítimas teria sido socorrida em estado grave por populares ao hospital Ouro Verde.

Segundo o consultor de vendas Luiz Henrique Lisboa, 22 anos, morador da região que acompanhou o atendimento às vítimas, disse que crianças ficaram feridas na batida – a idade das vítimas não foi divulgada pela PM.

Lisboa aproveitou para reclamar do abandono da via, e que o local está perigoso para quem circula de carro ou a pé.

“O Corredor BRT aqui está parado. Na João Jorge, região central, está pronto, funcionando. Só porque aqui o bairro é o Vida Nova, não deu continuidade. Nós queremos que a prefeitura resolva isso, quantos acidentes mais eles esperam até resolver isso”, questionou.

Multa aplicada

Em novembro a administração determinou uma multa no valor de R$ 10 milhões ao Consórcio BRT, responsável pela construção dos corredores de ônibus rápidos na cidade. A administração municipal informou que o motivo é o atraso nas obras no Corredor Ouro Verde.

Ainda segundo o consultor de vendas, após a aplicação da multa, a empresa que operava na região levou os equipamentos embora e o local encontra-se abandonado.

VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

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Covid-19: Campinas abre agendamento para aplicar dose de reforço em vacinados com Janssen

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Vacinas da Janssen — Foto: Adrià Crehuet Cano/Unsplash

Campinas (SP) abriu, nesta sexta-feira (3), o agendamento para aplicação da dose de reforço em vacinados com o imunizante da Janssen contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Saúde, pelo menos 31,7 mil moradores receberam a vacina da fabricante Johnson&Johnson na metrópole.

A prefeitura totaliza 65.783 vagas disponíveis no sistema, também aberto para quem já recebeu a segunda dose de vacina da Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca há pelo menos quatro meses.

A escolha do dia, horário e local de imunização ocorre por meio do site. Conforme explica a Saúde, ao acessar o endereço eletrônico, o morador deve entrar na página destinada às vagas para dose adicional. A partir disso, o sistema vai identificar que a pessoa foi imunizada com a Janssen e direcionar para a marcação.

A dose de reforço será aplicada nas pessoas que receberam a primeira, há pelo menos, dois meses, e em quem tem alto grau de imunossupressão e foi vacinado há 28 dias.

A Secretaria de Saúde vai usar o imunizante da Pfizer, preferencialmente, ou de outra vacina disponível nos postos. Atualmente, Campinas não possui estoque de Janssen.

Como a vacina desta fabricante é de dose única, o reforço significará a segunda dose aplicada nos moradores.

A capital do estado iniciou na terça-feira (30) a aplicação da Pfizer como dose de reforço para quem recebeu Janssen. A Prefeitura de SP afirma que tomou a decisão de vacinar com a Pfizer porque o Ministério da Saúde não entregou doses da Janssen e pela ameaça da nova variante do coronavírus.

Orientação do Ministério da Saúde

O documento não trata do chamado “esquema vacinal”, que é a regra de uso do produto conforme aprovado pela Anvisa.

No caso da Janssen, uma pessoa está “completamente vacinada” com a dose única. Entretanto, a nota técnica cita estudos que apontam queda na proteção e indicam necessidade de nova aplicação.

PLAYLIST: tudo sobre Campinas e Região

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Após redução do auxílio emergencial, pessoas trabalham em semáforos de Campinas; veja relatos

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Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Greice Kelly Andrade, de 30 anos, se aproxima dos carros parados no semáforo do cruzamento com a Avenida Júlio Prestes, em Campinas (SP), com um sorriso no rosto, apesar do que tem a dizer. Ela pede ajuda aos motoristas após ter a mercadoria que vende confiscada pela Setec junto a Guarda Municipal: “Você pode abençoar a minha família?”, pergunta.

Mãe de cinco filhos, ela ganhava R$ 1,2 mil como auxiliar operacional nos Correios, em Indaiatuba (SP), mas foi demitida no meio do ano. Sem trabalho, ela passou a vender balas nos semáforos.

Greice não é a única: apesar da Prefeitura de Campinas (SP) não ter um mapeamento oficial sobre o número de pedintes e vendedores ambulantes nos faróis, a administração reconhece que a vulnerabilidade de muitas famílias aumentou, principalmente após a redução da parcela do auxílio emergencial.

Desempregado, Nilson Costa Soares, de 44 anos, comprou uma caixa de balas no dia seguinte após ser demitido da empresa onde trabalhava em agosto do ano passado. Ele trabalha nos semáforos do Centro de Campinas (SP) pensando na mulher, Eliane, e na educação dos filhos, Mateus e Marcos, de 11 e 16 anos:

“Tem gente que não acha que é um trabalho digno. Acham que é de vagabundo. Ás vezes, magoa”, diz.

Ele chega no Centro antes das 8h da manhã com a meta de fazer R$100 por dia. “Peço todo dia para Deus melhorar a situação”, diz. Tanto ele quanto Greice colocam também o número do pix para quem quer ajudar, mas não tem dinheiro na hora da abordagem.

Nilson Costa Soares vende balas nos semáforos do Centro de Campinas (SP) após perder o emprego. — Foto: Reprodução/EPTV

O que diz a prefeitura

A Setec, responsável pela administração e fiscalização com comércio em solo público, diz que a venda de produtos nos semáforos é proibida. Segundo ela, nenhuma autorização é concedida para atuar na região central ou em nenhum semáforo da cidade.

Quando abordados pela primeira vez, os vendedores são orientados a cessar a atividade. Caso haja uma segunda abordagem, a Setec notifica oficialmente a parar o trabalho. Caso haja uma terceira vez, as mercadorias são apreendidas e podem ser retiradas no prazo de 30 dias mediante ao pagamento de uma multa de valor equivalente a 20% do material confiscado.

Para ter autorização, o valor pago por um vendedor ambulante sem ponto fixo, mas com carrinho de mão, é de R$ 94,20 por mês — apenas R$ 6 a mais da meta diária de Nilson.

A administração orienta que moradores à procura de um trabalho formal podem ir aos Centros de Apoio ao Trabalhador e também fazer o cadastro único para ter acesso ao cartão nutrir e receber R$ 98,50 por mês para ir ao mercado. O programa “Recâmbio” oferece ajuda para quem quiser voltar para a terra natal.

Altos e baixos

Greice e Nilson saem de casa em busca de conseguirem um pouco mais do que já tem, mas nem todos os dias trazem resultados. A mulher já chegou a receber uma cesta básica da fonoaudióloga Kátia Blânis.

Os dias são cheios de altos e baixos:

“Às vezes eu acabo me humilhando de uma forma que nem todo mundo vê com bons olhos”, desabafa.

Apesar disso, o sorriso segue estampado no rosto. Ela sempre espera o melhor das pessoas, mesmo quando os motoristas se negam a ouvir o que querem dizer:

“É um diferencial porque as pessoas não precisam saber o que está acontecendo comigo. Se quiserem ajudar, vão ajudar de coração. É um diferencial para eu trabalhar sempre feliz, independente dos problemas”.

Greice Kelly Andrade, mãe de cinco filhos, vende balas no semáforo para garantir o sustento da família em Campinas (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

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