Leito de UTI em hospital de Campinas ocupado com paciente em tratamento da Covid-19 (foto de junho de 2020) — Foto: Reprodução/TV Globo

Campinas (SP) voltou a registrar aumento nas internações em UTIs exclusivas Covid-19. Em boletim divulgado na tarde desta segunda-feira (11), a cidade está com 189 das 225 vagas nas redes pública e privada ocupadas (84%), nove a mais que na sexta-feira (8). A pressão é maior nos leitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – o HC da Unicamp chegou a 100% de ocupação e a rede municipal a 91,8%.

A contratação de 10 leitos na Santa Casa de Campinas, anunciada pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos) na última sexta, ainda não aparece no boletim da prefeitura. Já a ampliação prevista de 17 para 30 vagas no HC da Unicamp ainda depende de convênio com a Secretaria de Estado da Saúde.

Os números de ocupação de UTI Covid divulgados nesta segunda-feira:

  • Ocupação geral: são 225 leitos, dos quais 189 estão ocupados (84%)
  • SUS Municipal: 74 leitos, com 68 ocupados (91,89%). Há nove leitos livres.
  • SUS Estadual (HC da Unicamp): 17 leitos, com 17 ocupados (100%).
  • Particular: 134 leitos, com 104 ocupados (77,61%). Há 30 leitos livres.
Leitos de UTI para Covid-19 em Campinas
Gráfico interativo: amplie e clique na linha para visualizar números completos e as datas
Fonte: Prefeitura de Campinas

Momento complexo

Novo secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon disse, na coletiva da última sexta (8), que o momento atual da pandemia é ainda mais complexo do que o vivido no auge de registro de casos no ano passado. Isso, segundo ele, por conta da dificuldade em impactar a população e os investidores do setor público, pelo cansaço das equipes médicas e também pelas demandas represadas de outras doenças.

Na avaliação da médica infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi, o aumento da média móvel de casos e mortes por Covid-19 na região de Campinas é uma “segunda onda” da pandemia.

“No nosso caso, a curva mostra que nós quase completamos realmente uma primeira onda, mas não tivemos um espaço de semanas, como houve na Europa, e começamos quase que imediatamente a segunda onda de casos e óbitos. É como se fosse um mar muito nervoso, agitado, cheio de ondas, que tem uma onda atrás da outra”, compara.

O aumento da média móvel de casos e mortes por Covid-19 nos 49 municípios das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP) é apontado por especialistas como uma “segunda onda” da pandemia. Estatísticas na cidade

A prefeitura de Campinas confirmou nesta segunda mais 11 mortes por Covid-19, além de 501 casos. Com isso, o total de óbitos na cidade subiu para 1.516 desde o início da pandemia, e 53.288 pessoas já se infectaram.

Os novos casos e mortes contabilizados pelo governo municipal não significam, necessariamente, que ocorreram todos no dia da divulgação, mas sim registrados no sistema nesta data.

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