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Luciana Freitas é eleita presidente da OAB Campinas para triênio 2022-2024; cargo será ocupado por mulher pela 2ª vez na…

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Luciana Freitas é eleita presidente da OAB Campinas para triênio 2022-2024 — Foto: OAB Campinas

Luciana Freitas foi eleita presidente da OAB Campinas (SP) para o triênio 2022-2024, nesta quinta-feira (25), após receber 48,3% dos votos válidos. Advogada há 25 anos e professora universitária, ela é a segunda mulher que assumirá o cargo da 3ª Subseção na história, justamente após pleito que contou com uma resolução que impôs paridade de gênero e cota racial de 30% para negros nas chapas.

Candidata pela chapa “Trabalho e Inovação”, Luciana superou os candidatos Fernando Quércia (OAB que eu quero), Adelaide Albergaria (OAB para 13 mil) e José Carlos Sedeh de Falco II (OAB – Impacto).

“É motivo de orgulho. Me senti muito feliz com o resultado, o apoio, um momento histórico. Realmente é a concretização de tudo que a gente fala e discute sobre igualdade”, falou Luciana.

Resultados

  • Luciana Freitas – 2.858 votos
  • Fernando Quércia – 2005 votos
  • Adelaide Albergaria – 840 votos
  • José Carlos Sedeh de Falco II – 202 votos

A metrópole tinha 13 mil advogados aptos a votar. O voto era obrigatório para todos os inscritos que estejam em dia com o pagamento das anuidades, sob pena de receber multa equivalente a 20% dela. O total de votos brancos e nulos não foi divulgado pela assessoria da OAB Campinas até a publicação.

Perfil e objetivos

Vice-presidente da OAB Campinas desde 2016, Luciana tem 49 anos, é mestre em direito pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), graduada em direito pela PUC-Campinas, e atua como coordenadora de pós-graduação em direito de família da Escola Superior de Advocacia (ESA), na metrópole. Ela é professora da Universidade Paulista (Unip) e da Universidade Mackenzie.

A votação pelos advogados de Campinas ocorreu das 9h às 17h na Casa de Cidadania e Advocacia, e nenhum incidente foi registrado durante a votação que contou pela primeira vez com urnas eletrônicas. Até então, o sistema estava disponível somente no voto para definir a presidência estadual da OAB-SP.

Entre as propostas da chapa eleita para o triênio estão um programa contínuo para a Jovem Advocacia, suporte profissional permanente e proposta de workshop voltado para a advocacia, com propósito de oferecer ferramentas que auxiliem os profissionais durante a gestão do negócio.

“O maior desafio é aliarmos nosso trabalho à tecnologia. Já tínhamos iniciado, é o momento de aperfeiçoar, ter mais ferramentas”, destacou Luciana ao mencionar que as propostas e eventos serão voltados para toda a categoria, e não somente para profissionais que integram a Jovem Advocacia.

Luciana enfatizou ainda que a OAB Campinas precisa ter autossuficiência para realizar projetos e cobrar medidas, quando necessárias. “A OAB passou a ser consultada em muitos assuntos na cidade, nos últimos dez anos, e procuramos participar através dos assentos municipais que temos, comissões temáticas que trazem o problema para a diretoria, e realizamos projetos em conjunto para a sociedade. O trabalho em conjunto gera frutos”, destacou a presidente eleita. A posse será em janeiro de 2022.

Chapa eleita para comandar a OAB Campinas de 2022 a 2024 — Foto: OAB Campinas

Diretoria eleita

A diretoria que sucederá a gestão de Daniel Blikstein, apoiador da chapa vencedora e presidente da OAB Campinas desde 2008, terá a seguinte composição:

  • Presidente: Luciana Gonçalves de Freitas
  • Vice-presidente: Paulo Cesar da Silva Braga
  • Secretário-geral: Claudio Aparecida Vieira
  • Secretário-adjunto: Andre Amin Teixeira Pinto
  • Tesoureira: Stella Vicente Serafini

A primeira mulher a presidir a OAB Campinas foi Tereza Nascimento Rocha Dóro. A advogada ficou à frente da instituição no período 2007-2009, e foi reeleita para o triênio 2010-2012, mandato que exerceu até janeiro de 2011. À época, a advogada deixou o cargo e foi substituída pelo vice, Sérgio Carvalho de Aguiar Vallim Filho, para assumir a presidência da autarquia Setec.

Tereza morreu em abril de 2016, aos 75 anos, vítima de infarto. A Subseção de Campinas foi fundada em 1932, e a primeira presidência foi de Antonio Álvares Lobo, durante o biênio 1933-1934.

Casa da Advocacia e Cidadania de Campinas — Foto: Arquivo / OAB Campinas

VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região

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Acidente em trecho inacabado do Corredor BRT deixa feridos em Campinas

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Acidente entre dois veículos deixou ao menos três feridos na Av. Camucim, em Campinas (SP), na noite deste sábado (4) — Foto: Luiz Henrique Lisboa

Um acidente entre dois veículos na Av. Camucim, na região do Vida Nova, em Campinas (SP), deixou pelo menos três pessoas feridas na noite deste sábado (4), de acordo com a Polícia Militar. A batida ocorreu próximo da Igreja Congregação Cristã, em trecho inacabado do Corredor BRT.

Um morador que passou pelo local reclamou das condições da via, e diz que obra foi abandonada pela prefeitura. O g1 solicitou posicionamento e o texto será atualizado assim que a administração se manifestar.

De acordo com a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 19h20. A informação inicial é de quem um veículo teria atingido outro parado, vindo a capotar no local. Uma das vítimas teria sido socorrida em estado grave por populares ao hospital Ouro Verde.

Segundo o consultor de vendas Luiz Henrique Lisboa, 22 anos, morador da região que acompanhou o atendimento às vítimas, disse que crianças ficaram feridas na batida – a idade das vítimas não foi divulgada pela PM.

Lisboa aproveitou para reclamar do abandono da via, e que o local está perigoso para quem circula de carro ou a pé.

“O Corredor BRT aqui está parado. Na João Jorge, região central, está pronto, funcionando. Só porque aqui o bairro é o Vida Nova, não deu continuidade. Nós queremos que a prefeitura resolva isso, quantos acidentes mais eles esperam até resolver isso”, questionou.

Multa aplicada

Em novembro a administração determinou uma multa no valor de R$ 10 milhões ao Consórcio BRT, responsável pela construção dos corredores de ônibus rápidos na cidade. A administração municipal informou que o motivo é o atraso nas obras no Corredor Ouro Verde.

Ainda segundo o consultor de vendas, após a aplicação da multa, a empresa que operava na região levou os equipamentos embora e o local encontra-se abandonado.

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Covid-19: Campinas abre agendamento para aplicar dose de reforço em vacinados com Janssen

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Vacinas da Janssen — Foto: Adrià Crehuet Cano/Unsplash

Campinas (SP) abriu, nesta sexta-feira (3), o agendamento para aplicação da dose de reforço em vacinados com o imunizante da Janssen contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Saúde, pelo menos 31,7 mil moradores receberam a vacina da fabricante Johnson&Johnson na metrópole.

A prefeitura totaliza 65.783 vagas disponíveis no sistema, também aberto para quem já recebeu a segunda dose de vacina da Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca há pelo menos quatro meses.

A escolha do dia, horário e local de imunização ocorre por meio do site. Conforme explica a Saúde, ao acessar o endereço eletrônico, o morador deve entrar na página destinada às vagas para dose adicional. A partir disso, o sistema vai identificar que a pessoa foi imunizada com a Janssen e direcionar para a marcação.

A dose de reforço será aplicada nas pessoas que receberam a primeira, há pelo menos, dois meses, e em quem tem alto grau de imunossupressão e foi vacinado há 28 dias.

A Secretaria de Saúde vai usar o imunizante da Pfizer, preferencialmente, ou de outra vacina disponível nos postos. Atualmente, Campinas não possui estoque de Janssen.

Como a vacina desta fabricante é de dose única, o reforço significará a segunda dose aplicada nos moradores.

A capital do estado iniciou na terça-feira (30) a aplicação da Pfizer como dose de reforço para quem recebeu Janssen. A Prefeitura de SP afirma que tomou a decisão de vacinar com a Pfizer porque o Ministério da Saúde não entregou doses da Janssen e pela ameaça da nova variante do coronavírus.

Orientação do Ministério da Saúde

O documento não trata do chamado “esquema vacinal”, que é a regra de uso do produto conforme aprovado pela Anvisa.

No caso da Janssen, uma pessoa está “completamente vacinada” com a dose única. Entretanto, a nota técnica cita estudos que apontam queda na proteção e indicam necessidade de nova aplicação.

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Após redução do auxílio emergencial, pessoas trabalham em semáforos de Campinas; veja relatos

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Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Greice Kelly Andrade, de 30 anos, se aproxima dos carros parados no semáforo do cruzamento com a Avenida Júlio Prestes, em Campinas (SP), com um sorriso no rosto, apesar do que tem a dizer. Ela pede ajuda aos motoristas após ter a mercadoria que vende confiscada pela Setec junto a Guarda Municipal: “Você pode abençoar a minha família?”, pergunta.

Mãe de cinco filhos, ela ganhava R$ 1,2 mil como auxiliar operacional nos Correios, em Indaiatuba (SP), mas foi demitida no meio do ano. Sem trabalho, ela passou a vender balas nos semáforos.

Greice não é a única: apesar da Prefeitura de Campinas (SP) não ter um mapeamento oficial sobre o número de pedintes e vendedores ambulantes nos faróis, a administração reconhece que a vulnerabilidade de muitas famílias aumentou, principalmente após a redução da parcela do auxílio emergencial.

Desempregado, Nilson Costa Soares, de 44 anos, comprou uma caixa de balas no dia seguinte após ser demitido da empresa onde trabalhava em agosto do ano passado. Ele trabalha nos semáforos do Centro de Campinas (SP) pensando na mulher, Eliane, e na educação dos filhos, Mateus e Marcos, de 11 e 16 anos:

“Tem gente que não acha que é um trabalho digno. Acham que é de vagabundo. Ás vezes, magoa”, diz.

Ele chega no Centro antes das 8h da manhã com a meta de fazer R$100 por dia. “Peço todo dia para Deus melhorar a situação”, diz. Tanto ele quanto Greice colocam também o número do pix para quem quer ajudar, mas não tem dinheiro na hora da abordagem.

Nilson Costa Soares vende balas nos semáforos do Centro de Campinas (SP) após perder o emprego. — Foto: Reprodução/EPTV

O que diz a prefeitura

A Setec, responsável pela administração e fiscalização com comércio em solo público, diz que a venda de produtos nos semáforos é proibida. Segundo ela, nenhuma autorização é concedida para atuar na região central ou em nenhum semáforo da cidade.

Quando abordados pela primeira vez, os vendedores são orientados a cessar a atividade. Caso haja uma segunda abordagem, a Setec notifica oficialmente a parar o trabalho. Caso haja uma terceira vez, as mercadorias são apreendidas e podem ser retiradas no prazo de 30 dias mediante ao pagamento de uma multa de valor equivalente a 20% do material confiscado.

Para ter autorização, o valor pago por um vendedor ambulante sem ponto fixo, mas com carrinho de mão, é de R$ 94,20 por mês — apenas R$ 6 a mais da meta diária de Nilson.

A administração orienta que moradores à procura de um trabalho formal podem ir aos Centros de Apoio ao Trabalhador e também fazer o cadastro único para ter acesso ao cartão nutrir e receber R$ 98,50 por mês para ir ao mercado. O programa “Recâmbio” oferece ajuda para quem quiser voltar para a terra natal.

Altos e baixos

Greice e Nilson saem de casa em busca de conseguirem um pouco mais do que já tem, mas nem todos os dias trazem resultados. A mulher já chegou a receber uma cesta básica da fonoaudióloga Kátia Blânis.

Os dias são cheios de altos e baixos:

“Às vezes eu acabo me humilhando de uma forma que nem todo mundo vê com bons olhos”, desabafa.

Apesar disso, o sorriso segue estampado no rosto. Ela sempre espera o melhor das pessoas, mesmo quando os motoristas se negam a ouvir o que querem dizer:

“É um diferencial porque as pessoas não precisam saber o que está acontecendo comigo. Se quiserem ajudar, vão ajudar de coração. É um diferencial para eu trabalhar sempre feliz, independente dos problemas”.

Greice Kelly Andrade, mãe de cinco filhos, vende balas no semáforo para garantir o sustento da família em Campinas (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

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