Ana Martins Joviano e André Barbosa contaram que o filho precisou passar pelo centro cirúrgico de um hospital para colocar o osso de volta no lugar, terá que ficar com o gesso por meses e, depois, serão necessárias sessões de fisioterapia. O acidente aconteceu no dia 28 de novembro.

“Foi a recolocação do osso no local. Isso vai para centro cirúrgico porque precisa da anestesia geral, porque a criança não aguenta tanta dor que é feita pelo procedimento”, explica a mãe.

De acordo com os pais, eles foram avisados pela creche, onde a criança estuda desde maio, que o filho havia quebrado a perna esquerda depois de tropeçar e cair da altura do próprio corpo, algo de que desconfiam.

“Não chegamos a nenhuma conclusão naquele momento, que pelo acidente e pela gravidade que teve, se foi realmente isso”, relata o pai da criança.

André Barbosa também afirma que percebeu a estrutura da escola precária durante uma visitação. O piso da unidade não é antiderrapante, segundo ele.

Em nota, a Prefeitura de Campinas confirmou, por meio da Coordenadoria do Núcleo de Ação Educativa Descentralizada (NAED) Noroeste, que “o menino caiu sozinho de forma acidental e a diretoria do Centro de Educação Infantil Rubem Alves prontamente encaminhou o aluno para o Posto de Saúde mais próximo e acionou os responsáveis para avisar sobre o ocorrido”.

“A diretoria do CEI também relatou posteriormente à mãe que o menino tropeçou sozinho (o episódio foi apurado dentro do Centro – o menino tropeçou logo após ter acordado do “período do sono” e ter se levantado)”.

Após quatro meses com o gesso, Leandro passará por sessões de fisioterapia — Foto: Reprodução/EPTV

Falta de apoio

Os pais reivindicaram o auxílio da escola no que diz respeito ao apoio financeiro, pedagógico e psicológico para o filho e, após a recusa, registraram o boletim de ocorrência contra o Poder Público.

“É triste ver uma criança que poderia estar brincando, estar feliz, terminado o ano letivo dela, passar os dias especiais de férias que tem nesta situação em que está”, lamenta a mãe .

A prefeitura informou que durante “todo o período que a criança fica afastada por atestado, as faltas são abonadas. Quando a criança retorna, o CEI busca acompanhar de forma individual para a readaptação devida da criança às atividades escolares”.

“Sobre a questão financeira, o CEI não tem como assumir financeiramente o período que a mãe informou que não poderá trabalhar para cuidar de seu filho em razão do acidente e o tempo necessário de recuperação”, completa a nota.

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