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Morenno, que já foi duas vezes candidato a prefeito de Americana, em 2004 e 2008, diz que o partido defenderá

Divulgação

Morenno, que já foi duas vezes candidato a prefeito de Americana, em 2004 e 2008, diz que o partido defenderá “a tradicional família brasileira”

Além dos 33 partidos já existentes no País, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra mais 75 novos pedidos de criação de agremiações partidárias — uma delas, de um morador de Americana, na Região Metropolitana de Campinas. Trata-se do Partido Cristão, cujo presidente é o publicitário Ronaldo Lúcio Antônio, que pede para ser identificado como Ronaldo Morenno. 

“Esse é o nome que todos me conhecem aqui (em Americana)”, explica ele, que já foi candidato a prefeito na cidade nas eleições de 2004 e 2008, e acabou derrotado em ambas. “Foram campanhas dificílimas. Não havia dinheiro pra campanha, nem o fundo partidário de hoje”, justificou. “Não que eu seja favorável (ao Fundo), mas naquela época não havia”, ressalva.

O pedido de registro do Partido Cristão está em análise no TSE, mas a expectativa de Morenno é que esteja homologado até o final deste ano. “Precisamos de 500 mil apoiamentos, o que não significa filiação partidária”, adverte ele. “Mas já temos 350 mil”, garante ele, apesar de no site do TSE o partido aparecer sem nenhum apoiamento. “Nós não descarregamos (no TSE) os apoios que já temos. Estamos segurando para apresentar de uma vez, para não corrermos o risco de perder alguns deles, já que existe um período de validade”, explicou.

Morenno diz que o partido vai defender “a tradicional família brasileira”, formada, segundo ele, por homem, mulher e filhos. “Não vamos discriminar ninguém; aceitamos todo tipo de apoio, mas a pessoa que se filiar ao nosso partido, precisa concordar com as premissas do partido”, explica. “O problema é que hoje, organizações sociais criminalizam opiniões contrárias”, acredita

Morenno admite que o País convive hoje com excesso de partidos. “Tem muito partido por aí, mas não são programáticos, nem ideológicos. Hoje, os partidos representam feudos”, avalia. “Se você não é amigo de um presidente (de partido) está em maus lençóis”, conclui.

Partido Corinthiano

Até o início deste ano, havia 35 partidos com estatuto registrado no TSE. Mas esse número mudou após a Corte aprovar dois requerimentos de incorporação: o Partido Republicano Progressista (PRP) foi incorporado ao Patriota e o Partido Pátria Livre (PPL), ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Com isso, restaram 33.

Entre os pedidos de criação de partidos ou legendas que já iniciaram o processo, estão agremiações como o Partido Nacional Corinthiano (PNC), Partido Alternativo do Trabalhador; Movimento do Cidadão Comum e os partidos Liberdade, Iguais-Iguais, Igualdade, Consciência ou Nova Ordem Social.

Reinstalação

Um requerimento protocolado no Tribunal em abril deste ano também pede a anulação de um resolução de 1965 que extinguiu e cancelou os registros dos partidos da época. Um dos partidos que estão pedindo o resgate do registro é a UDN (União Democrática Nacional) — legenda criada em 1945 e que era frontalmente contrária à política de Getúlio Vargas.

Há ainda pedido de grupo que quer ressuscitar a Arena (Aliança Renovadora Nacional) — partido de direita que se transformou num dos mais importantes apoios ao regime militar que se instalou no País a partir de 1964.

De acordo com a legislação, somente o partido político que tiver registrado o seu estatuto no TSE pode participar do processo eleitoral, receber recursos do fundo partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão durante a campanha eleitoral.

Porém, para participar das eleições, o registro deve ser aprovado pelo tribunal até seis meses antes do pleito. Além disso, a legenda deve constituir órgão de direção no município que pretende concorrer até a data da convenção partidária para a escolha dos seus candidatos.

Escrito por:

Tote Nunes

Fonte: RAC

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