Estudantes protestam contra bloqueio de recursos na educação

Estudantes protestam contra bloqueio de recursos na educação

A região de Campinas registra atos contra o bloqueio de verbas da Educação anunciados pelo MEC. Em Campinas, estudantes bloquearam uma das faixas da Avenida Guilherme Campos, em protesto contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo MEC. A manifestação durou cerca de uma hora na manhã desta quarta-feira (15) e afetou o trânsito na região. A avenida dá acesso para os campi da Unicamp e PUC-Campinas.

Cerca de 30 estudantes levaram faixas e cartazes e sentaram no chão durante o protesto. Veículos conseguiram passar, mas com lentidão.

Trânsito lento

De acordo com a Concessionária Rota das Bandeiras, que administra o Corredor Dom Pedro, a manifestação causou lentidão no km 137 sentido Rodovia Anhanguera (SP-330) , na altura do Parque D. Pedro Shopping. A situação foi normalizada por volta das 8h30, segundo a concessionária.

A Polícia Militar acompanhou o ato, mas não divulgou o número de manifestantes.

Estudantes de Campinas fazem protesto na Avenida Guilherme Campos contra o bloqueio de verbas na Educação — Foto: Larissa Castro/EPTV Estudantes de Campinas fazem protesto na Avenida Guilherme Campos contra o bloqueio de verbas na Educação — Foto: Larissa Castro/EPTV

Estudantes de Campinas fazem protesto na Avenida Guilherme Campos contra o bloqueio de verbas na Educação — Foto: Larissa Castro/EPTV

Hortolândia

Em Hortolândia (SP), estudantes da ETEC e do Instituto Federal saíram em passeata em direção à Praça da Matriz, mas depois devem seguir para a Prefeitura. Não foi divulgado ainda o número de participantes.

Reivindicações

Entidades ligadas a movimentos estudantis, sociais e partidos políticos e sindicatos convocaram a população para esta paralisação de um dia contra as medidas na educação anunciadas pelo governo Jair Bolsonaro.

Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não serão afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

Artigos relacionados
Carregar mais por Redação
Carregar mais em Notícias

Deixe uma resposta

Leia também

Fórum será evento ‘carbono zero’

Cedoc/RAC Rodolfo Ramos é CEO da Anubz Integrar, estimular e articular iniciativas diversa…