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SESI-SP vira para cima do Campinas e estreia com vitória fora de casa na Superliga

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Em reedição da semifinal do Paulista, o Vôlei Renata/Campinas recebeu o SESI-SP e não garantiu os três pontos na estreia da Superliga masculina 21/22. O atual campeão estadual teve dois match points no quarto set, mas viu o SESI reagir e levar o jogo ao tie-break. Mesmo com a derrota por 3 sets a 2 (25×23, 22×25, 25×23, 25×27 e 12×15), os donos da casa saíram de quadra com um ponto. O duelo foi realizado na noite deste sábado, no Ginásio do Taquaral, em Campinas, e contou com a presença parcial dos torcedores.

+ Sada Cruzeiro estreia com vitória na Superliga

  • Escalação Campinas: Cristiano, Lucão, Temponi, Adriano, Barreto, Evandro e Alê. Reservas: Félix, Anderson, Canuto, Sérgio, Lima, Judson e Carlos Arthur. Técnico: Marcos Pacheco.
  • Escalação SESI: Brasília, Vinícius, Guiga, Murilo, Éder, Darlan e Pureza. Reservas: Mateus, Nathan, Marcos, Thiery e Robert. Técnico: Anderson Rodrigues.

O JOGO

Apesar da ausência do levantador titular Gonzalez, o Campinas conseguiu manter o alto nível com o jovem Cristiano, que está há duas temporadas no clube, e começou o primeiro set bloqueando muito com o central Barreto. Do outro lado, o SESI-SP conseguiu quebrar a linha de passe adversária e assegurou o equilíbrio até a reta final, quando os campineiros abriram vantagem e fecharam em 25×23.

Na segunda parcial, a equipe comandada pelo técnico Marcos Pacheco passou a cometer erros bobos, principalmente no fundamento de saque. Os jogadores do SESI aproveitaram o momento ruim dos rivais e assumiram o controle do set. Ao conquistar uma diferença de três pontos, o elenco do ponteiro Murilo obrigou que Pacheco parasse a partida. Mesmo com a recuperação durante o saque do Lucão, Darlan garantiu o empate.

O terceiro set foi uma verdadeira incógnita, uma vez que ambos os clubes tiveram vantagem e passaram por períodos melhores. No momento decisivo, Guiga foi fundamental no fundo de quadra e permitiu o 19×16 ao SESI-SP, mas Darlan parou no bloqueio duas vezes consecutivas e Matheus Brasília ficou sem opção. Desta maneira, o Campinas aumentou sua confiança, anotou cinco pontos seguidos, virou para 21×19 e fez 2×1.

Superliga masculina SESI-SP Campinas estreia
Foto: Pedro Teixeira/Vôlei Renata

Os campineiros voltaram à quadra muito confiantes e não deram brechas ao SESI no início, que chegou a ficar cinco pontos em desvantagem (15×25). O treinador Anderson parou a partida e ajustou o elenco, o qual se recuperou e teve a chance de empatar no 22×22 com um contra-ataque. No 24×23 a favor do Vôlei Renata/Campinas, o bloqueio do SESI-SP funcionou e prolongou o jogo. O oposto Darlan garantiu a virada e a confirmação do quarto set com dois aces.

Parecia que o tie-break era do Campinas, já que os donos da casa iniciaram o tie-break muito bem e pareciam estáveis. Entretanto, Guiga e os companheiros não abaixaram a cabeça e foram em busca de mais uma virada. Darlan foi ao saque quando tudo estava igual no 11×11, porém, o atleta fez a diferença mais uma vez e deixou o SESI perto do triunfo. Na hora de definir, o levantador subiu bola para o bicampeão mundial Murilo, que anotou o 15º ponto da equipe no set decisivo.

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PRÓXIMA RODADA

No sábado (30), o Campinas tem pela frente o Sada/Cruzeiro, em jogo válido pela segunda rodada da Superliga masculina 21/22. A partida, prevista para as 19h, será realizada em Contagem, em Minas Gerais, e terá transmissão do SporTV. O SESI-SP receberá, no domingo (31), a equipe de Montes Claros/América Vôlei.

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Acidente em trecho inacabado do Corredor BRT deixa feridos em Campinas

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Acidente entre dois veículos deixou ao menos três feridos na Av. Camucim, em Campinas (SP), na noite deste sábado (4) — Foto: Luiz Henrique Lisboa

Um acidente entre dois veículos na Av. Camucim, na região do Vida Nova, em Campinas (SP), deixou pelo menos três pessoas feridas na noite deste sábado (4), de acordo com a Polícia Militar. A batida ocorreu próximo da Igreja Congregação Cristã, em trecho inacabado do Corredor BRT.

Um morador que passou pelo local reclamou das condições da via, e diz que obra foi abandonada pela prefeitura. O g1 solicitou posicionamento e o texto será atualizado assim que a administração se manifestar.

De acordo com a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 19h20. A informação inicial é de quem um veículo teria atingido outro parado, vindo a capotar no local. Uma das vítimas teria sido socorrida em estado grave por populares ao hospital Ouro Verde.

Segundo o consultor de vendas Luiz Henrique Lisboa, 22 anos, morador da região que acompanhou o atendimento às vítimas, disse que crianças ficaram feridas na batida – a idade das vítimas não foi divulgada pela PM.

Lisboa aproveitou para reclamar do abandono da via, e que o local está perigoso para quem circula de carro ou a pé.

“O Corredor BRT aqui está parado. Na João Jorge, região central, está pronto, funcionando. Só porque aqui o bairro é o Vida Nova, não deu continuidade. Nós queremos que a prefeitura resolva isso, quantos acidentes mais eles esperam até resolver isso”, questionou.

Multa aplicada

Em novembro a administração determinou uma multa no valor de R$ 10 milhões ao Consórcio BRT, responsável pela construção dos corredores de ônibus rápidos na cidade. A administração municipal informou que o motivo é o atraso nas obras no Corredor Ouro Verde.

Ainda segundo o consultor de vendas, após a aplicação da multa, a empresa que operava na região levou os equipamentos embora e o local encontra-se abandonado.

VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

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Covid-19: Campinas abre agendamento para aplicar dose de reforço em vacinados com Janssen

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Vacinas da Janssen — Foto: Adrià Crehuet Cano/Unsplash

Campinas (SP) abriu, nesta sexta-feira (3), o agendamento para aplicação da dose de reforço em vacinados com o imunizante da Janssen contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Saúde, pelo menos 31,7 mil moradores receberam a vacina da fabricante Johnson&Johnson na metrópole.

A prefeitura totaliza 65.783 vagas disponíveis no sistema, também aberto para quem já recebeu a segunda dose de vacina da Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca há pelo menos quatro meses.

A escolha do dia, horário e local de imunização ocorre por meio do site. Conforme explica a Saúde, ao acessar o endereço eletrônico, o morador deve entrar na página destinada às vagas para dose adicional. A partir disso, o sistema vai identificar que a pessoa foi imunizada com a Janssen e direcionar para a marcação.

A dose de reforço será aplicada nas pessoas que receberam a primeira, há pelo menos, dois meses, e em quem tem alto grau de imunossupressão e foi vacinado há 28 dias.

A Secretaria de Saúde vai usar o imunizante da Pfizer, preferencialmente, ou de outra vacina disponível nos postos. Atualmente, Campinas não possui estoque de Janssen.

Como a vacina desta fabricante é de dose única, o reforço significará a segunda dose aplicada nos moradores.

A capital do estado iniciou na terça-feira (30) a aplicação da Pfizer como dose de reforço para quem recebeu Janssen. A Prefeitura de SP afirma que tomou a decisão de vacinar com a Pfizer porque o Ministério da Saúde não entregou doses da Janssen e pela ameaça da nova variante do coronavírus.

Orientação do Ministério da Saúde

O documento não trata do chamado “esquema vacinal”, que é a regra de uso do produto conforme aprovado pela Anvisa.

No caso da Janssen, uma pessoa está “completamente vacinada” com a dose única. Entretanto, a nota técnica cita estudos que apontam queda na proteção e indicam necessidade de nova aplicação.

PLAYLIST: tudo sobre Campinas e Região

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Após redução do auxílio emergencial, pessoas trabalham em semáforos de Campinas; veja relatos

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Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Greice Kelly Andrade, de 30 anos, se aproxima dos carros parados no semáforo do cruzamento com a Avenida Júlio Prestes, em Campinas (SP), com um sorriso no rosto, apesar do que tem a dizer. Ela pede ajuda aos motoristas após ter a mercadoria que vende confiscada pela Setec junto a Guarda Municipal: “Você pode abençoar a minha família?”, pergunta.

Mãe de cinco filhos, ela ganhava R$ 1,2 mil como auxiliar operacional nos Correios, em Indaiatuba (SP), mas foi demitida no meio do ano. Sem trabalho, ela passou a vender balas nos semáforos.

Greice não é a única: apesar da Prefeitura de Campinas (SP) não ter um mapeamento oficial sobre o número de pedintes e vendedores ambulantes nos faróis, a administração reconhece que a vulnerabilidade de muitas famílias aumentou, principalmente após a redução da parcela do auxílio emergencial.

Desempregado, Nilson Costa Soares, de 44 anos, comprou uma caixa de balas no dia seguinte após ser demitido da empresa onde trabalhava em agosto do ano passado. Ele trabalha nos semáforos do Centro de Campinas (SP) pensando na mulher, Eliane, e na educação dos filhos, Mateus e Marcos, de 11 e 16 anos:

“Tem gente que não acha que é um trabalho digno. Acham que é de vagabundo. Ás vezes, magoa”, diz.

Ele chega no Centro antes das 8h da manhã com a meta de fazer R$100 por dia. “Peço todo dia para Deus melhorar a situação”, diz. Tanto ele quanto Greice colocam também o número do pix para quem quer ajudar, mas não tem dinheiro na hora da abordagem.

Nilson Costa Soares vende balas nos semáforos do Centro de Campinas (SP) após perder o emprego. — Foto: Reprodução/EPTV

O que diz a prefeitura

A Setec, responsável pela administração e fiscalização com comércio em solo público, diz que a venda de produtos nos semáforos é proibida. Segundo ela, nenhuma autorização é concedida para atuar na região central ou em nenhum semáforo da cidade.

Quando abordados pela primeira vez, os vendedores são orientados a cessar a atividade. Caso haja uma segunda abordagem, a Setec notifica oficialmente a parar o trabalho. Caso haja uma terceira vez, as mercadorias são apreendidas e podem ser retiradas no prazo de 30 dias mediante ao pagamento de uma multa de valor equivalente a 20% do material confiscado.

Para ter autorização, o valor pago por um vendedor ambulante sem ponto fixo, mas com carrinho de mão, é de R$ 94,20 por mês — apenas R$ 6 a mais da meta diária de Nilson.

A administração orienta que moradores à procura de um trabalho formal podem ir aos Centros de Apoio ao Trabalhador e também fazer o cadastro único para ter acesso ao cartão nutrir e receber R$ 98,50 por mês para ir ao mercado. O programa “Recâmbio” oferece ajuda para quem quiser voltar para a terra natal.

Altos e baixos

Greice e Nilson saem de casa em busca de conseguirem um pouco mais do que já tem, mas nem todos os dias trazem resultados. A mulher já chegou a receber uma cesta básica da fonoaudióloga Kátia Blânis.

Os dias são cheios de altos e baixos:

“Às vezes eu acabo me humilhando de uma forma que nem todo mundo vê com bons olhos”, desabafa.

Apesar disso, o sorriso segue estampado no rosto. Ela sempre espera o melhor das pessoas, mesmo quando os motoristas se negam a ouvir o que querem dizer:

“É um diferencial porque as pessoas não precisam saber o que está acontecendo comigo. Se quiserem ajudar, vão ajudar de coração. É um diferencial para eu trabalhar sempre feliz, independente dos problemas”.

Greice Kelly Andrade, mãe de cinco filhos, vende balas no semáforo para garantir o sustento da família em Campinas (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

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