Connect with us

Destaque

Valinhos prevê R$ 1 milhão para comprar água tratada de Campinas, diz Daev

Published

on

Vista do CLT, em Valinhos, mostra barragem das Figueiras no dia 11 de novembro de 2021 — Foto: Nilo Fellipin/Daev

O Departamento de Águas e Esgotos (Daev) de Valinhos (SP) já tem definida a divisão de valores da verba suplementar de R$ 2 milhões, aprovada na Câmara e publicada em decreto municipal, para compra de água tratada de Campinas (SP). Segundo o órgão informou ao g1 nesta quarta-feira (24), aproximadamente R$ 1 milhão serão destinados à negociação.

O montante faz parte do acordo entre Valinhos e a cidade vizinha, cujas tratativas estão em andamento nesta semana. Ainda não há uma data exata para a assinatura do termo entre a prefeitura e a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) – responsável pelo abastecimento de água na metrópole.

O restante da verba suplementar será aplicado na contratação de caminhões-pipa, no uso de energia elétrica e para obras da adutora junto ao Rio Atibaia. Veja detalhes sobre a divisão dos valores abaixo:

  • Verba total: R$ 2 milhões
  • Compra de água tratada de Campinas: aproximadamente R$ 1 milhão
  • Contratação de caminhões-pipa: R$ 250 mil
  • Energia elétrica: R$ 550 mil
  • Obras de duplicação de adutora do Rio Atibaia: R$ 200 mil

O decreto da abertura do crédito adicional suplementar assinado pela prefeita de Valinhos, Lucimara Godoy Vilas Boas, foi publicado nos Atos Oficiais na última sexta-feira (19). O texto não trazia os detalhes sobre o uso do dinheiro, só dividia os valores entre os departamentos de Planejamento, Obras e Fiscalização e o de Operação.

Acordo anunciado em outubro

No dia 5 de outubro, a Prefeitura de Valinhos anunciou que faria um acordo com a Prefeitura de Campinas para comprar água. Na ocasião, o racionamento no abastecimento da cidade vinha sendo realizado há pouco mais de um mês.

O rodízio na distribuição de água dividiu Valinhos em bairros, e desde 26 de agosto passou a ser rotina entre os moradores. A previsão mais recente é que a medida seja adotada até 12 de dezembro, mas será analisada novamente perto dessa data, podendo ser prorrogada.

Em relação à assinatura do acordo e à falta de uma previsão para a assinatura dos termos e início da implementação da compra de água, o Daev disse que os departamentos jurídicos do órgão e da Sanasa estão resolvendo as pendências para finalização do documento.

A informação foi confirmada pela Sanasa em nota. “O documento ainda está em fase de elaboração por ambas as partes. Assim que for concluído, será definida a data de assinatura”, diz o texto.

Rio Atibaia no ponto de captação em Valinhos em novembro — Foto: Gabriela Angeli/Daev

O que está em jogo

Na data da divulgação das negociações sobre o acordo, Valinhos deu alguns detalhes sobre a medida que busca amenizar a crise hídrica na cidade. Os pontos definitivos, no entanto, só serão conhecidos quando o texto final do acordo for finalizado e assinado.

Medida anunciada em 5 de agosto previa:

  • Captação de 800 milhões de litros de água na metrópole, com a previsão que Valinhos receba 25 litros de água tratada por segundo.
  • Interligação das redes entre as duas cidades será realizado em 30 dias após a assinatura do acordo.
  • A interligação será realizada na altura do Condomínio Vista Valley, em Valinhos, e o bairro Vila Formosa, em Campinas, sob o Anel Viário José Roberto Magalhães Teixeira.
  • Mesmo que oficializada a parceria, o racionamento em Valinhos continuará sem alterações.
  • O abastecimento de água em Campinas não será prejudicado.

VÍDEOS: veja o que é destaque na região de Campinas

Destaque

Acidente em trecho inacabado do Corredor BRT deixa feridos em Campinas

Published

on

Acidente entre dois veículos deixou ao menos três feridos na Av. Camucim, em Campinas (SP), na noite deste sábado (4) — Foto: Luiz Henrique Lisboa

Um acidente entre dois veículos na Av. Camucim, na região do Vida Nova, em Campinas (SP), deixou pelo menos três pessoas feridas na noite deste sábado (4), de acordo com a Polícia Militar. A batida ocorreu próximo da Igreja Congregação Cristã, em trecho inacabado do Corredor BRT.

Um morador que passou pelo local reclamou das condições da via, e diz que obra foi abandonada pela prefeitura. O g1 solicitou posicionamento e o texto será atualizado assim que a administração se manifestar.

De acordo com a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 19h20. A informação inicial é de quem um veículo teria atingido outro parado, vindo a capotar no local. Uma das vítimas teria sido socorrida em estado grave por populares ao hospital Ouro Verde.

Segundo o consultor de vendas Luiz Henrique Lisboa, 22 anos, morador da região que acompanhou o atendimento às vítimas, disse que crianças ficaram feridas na batida – a idade das vítimas não foi divulgada pela PM.

Lisboa aproveitou para reclamar do abandono da via, e que o local está perigoso para quem circula de carro ou a pé.

“O Corredor BRT aqui está parado. Na João Jorge, região central, está pronto, funcionando. Só porque aqui o bairro é o Vida Nova, não deu continuidade. Nós queremos que a prefeitura resolva isso, quantos acidentes mais eles esperam até resolver isso”, questionou.

Multa aplicada

Em novembro a administração determinou uma multa no valor de R$ 10 milhões ao Consórcio BRT, responsável pela construção dos corredores de ônibus rápidos na cidade. A administração municipal informou que o motivo é o atraso nas obras no Corredor Ouro Verde.

Ainda segundo o consultor de vendas, após a aplicação da multa, a empresa que operava na região levou os equipamentos embora e o local encontra-se abandonado.

VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

Continue Reading

Destaque

Covid-19: Campinas abre agendamento para aplicar dose de reforço em vacinados com Janssen

Published

on

Vacinas da Janssen — Foto: Adrià Crehuet Cano/Unsplash

Campinas (SP) abriu, nesta sexta-feira (3), o agendamento para aplicação da dose de reforço em vacinados com o imunizante da Janssen contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Saúde, pelo menos 31,7 mil moradores receberam a vacina da fabricante Johnson&Johnson na metrópole.

A prefeitura totaliza 65.783 vagas disponíveis no sistema, também aberto para quem já recebeu a segunda dose de vacina da Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca há pelo menos quatro meses.

A escolha do dia, horário e local de imunização ocorre por meio do site. Conforme explica a Saúde, ao acessar o endereço eletrônico, o morador deve entrar na página destinada às vagas para dose adicional. A partir disso, o sistema vai identificar que a pessoa foi imunizada com a Janssen e direcionar para a marcação.

A dose de reforço será aplicada nas pessoas que receberam a primeira, há pelo menos, dois meses, e em quem tem alto grau de imunossupressão e foi vacinado há 28 dias.

A Secretaria de Saúde vai usar o imunizante da Pfizer, preferencialmente, ou de outra vacina disponível nos postos. Atualmente, Campinas não possui estoque de Janssen.

Como a vacina desta fabricante é de dose única, o reforço significará a segunda dose aplicada nos moradores.

A capital do estado iniciou na terça-feira (30) a aplicação da Pfizer como dose de reforço para quem recebeu Janssen. A Prefeitura de SP afirma que tomou a decisão de vacinar com a Pfizer porque o Ministério da Saúde não entregou doses da Janssen e pela ameaça da nova variante do coronavírus.

Orientação do Ministério da Saúde

O documento não trata do chamado “esquema vacinal”, que é a regra de uso do produto conforme aprovado pela Anvisa.

No caso da Janssen, uma pessoa está “completamente vacinada” com a dose única. Entretanto, a nota técnica cita estudos que apontam queda na proteção e indicam necessidade de nova aplicação.

PLAYLIST: tudo sobre Campinas e Região

Continue Reading

Destaque

Após redução do auxílio emergencial, pessoas trabalham em semáforos de Campinas; veja relatos

Published

on

Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Desempregados vendem mercadorias nos semáforos de Campinas para garantir sustento

Greice Kelly Andrade, de 30 anos, se aproxima dos carros parados no semáforo do cruzamento com a Avenida Júlio Prestes, em Campinas (SP), com um sorriso no rosto, apesar do que tem a dizer. Ela pede ajuda aos motoristas após ter a mercadoria que vende confiscada pela Setec junto a Guarda Municipal: “Você pode abençoar a minha família?”, pergunta.

Mãe de cinco filhos, ela ganhava R$ 1,2 mil como auxiliar operacional nos Correios, em Indaiatuba (SP), mas foi demitida no meio do ano. Sem trabalho, ela passou a vender balas nos semáforos.

Greice não é a única: apesar da Prefeitura de Campinas (SP) não ter um mapeamento oficial sobre o número de pedintes e vendedores ambulantes nos faróis, a administração reconhece que a vulnerabilidade de muitas famílias aumentou, principalmente após a redução da parcela do auxílio emergencial.

Desempregado, Nilson Costa Soares, de 44 anos, comprou uma caixa de balas no dia seguinte após ser demitido da empresa onde trabalhava em agosto do ano passado. Ele trabalha nos semáforos do Centro de Campinas (SP) pensando na mulher, Eliane, e na educação dos filhos, Mateus e Marcos, de 11 e 16 anos:

“Tem gente que não acha que é um trabalho digno. Acham que é de vagabundo. Ás vezes, magoa”, diz.

Ele chega no Centro antes das 8h da manhã com a meta de fazer R$100 por dia. “Peço todo dia para Deus melhorar a situação”, diz. Tanto ele quanto Greice colocam também o número do pix para quem quer ajudar, mas não tem dinheiro na hora da abordagem.

Nilson Costa Soares vende balas nos semáforos do Centro de Campinas (SP) após perder o emprego. — Foto: Reprodução/EPTV

O que diz a prefeitura

A Setec, responsável pela administração e fiscalização com comércio em solo público, diz que a venda de produtos nos semáforos é proibida. Segundo ela, nenhuma autorização é concedida para atuar na região central ou em nenhum semáforo da cidade.

Quando abordados pela primeira vez, os vendedores são orientados a cessar a atividade. Caso haja uma segunda abordagem, a Setec notifica oficialmente a parar o trabalho. Caso haja uma terceira vez, as mercadorias são apreendidas e podem ser retiradas no prazo de 30 dias mediante ao pagamento de uma multa de valor equivalente a 20% do material confiscado.

Para ter autorização, o valor pago por um vendedor ambulante sem ponto fixo, mas com carrinho de mão, é de R$ 94,20 por mês — apenas R$ 6 a mais da meta diária de Nilson.

A administração orienta que moradores à procura de um trabalho formal podem ir aos Centros de Apoio ao Trabalhador e também fazer o cadastro único para ter acesso ao cartão nutrir e receber R$ 98,50 por mês para ir ao mercado. O programa “Recâmbio” oferece ajuda para quem quiser voltar para a terra natal.

Altos e baixos

Greice e Nilson saem de casa em busca de conseguirem um pouco mais do que já tem, mas nem todos os dias trazem resultados. A mulher já chegou a receber uma cesta básica da fonoaudióloga Kátia Blânis.

Os dias são cheios de altos e baixos:

“Às vezes eu acabo me humilhando de uma forma que nem todo mundo vê com bons olhos”, desabafa.

Apesar disso, o sorriso segue estampado no rosto. Ela sempre espera o melhor das pessoas, mesmo quando os motoristas se negam a ouvir o que querem dizer:

“É um diferencial porque as pessoas não precisam saber o que está acontecendo comigo. Se quiserem ajudar, vão ajudar de coração. É um diferencial para eu trabalhar sempre feliz, independente dos problemas”.

Greice Kelly Andrade, mãe de cinco filhos, vende balas no semáforo para garantir o sustento da família em Campinas (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement
Advertisement
Advertisement
Advertisement

TAGS

+ VISTOS